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Mundo Índia veta exportação de vacina de Oxford e Itamaraty entra na negociação

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A compra das doses prontas citada pela Fiocruz é a atualmente principal aposta do governo.

Foto: Reprodução
A compra das doses prontas citada pela Fiocruz é a atualmente principal aposta do governo. (Foto: Reprodução)

A Índia vetou a exportação de doses da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford, contra a Covid-19, produzidas pelo Instituto Serum, maior fabricante de imunizantes do mundo, para garantir a vacinação da sua população. A Fiocruz afirmou na tarde desta segunda-feira (4) que o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, está a frente das negociações relacionadas à importação das doses prontas da vacina indiana.

O laboratório brasileiro está articulando a importação de 2 milhões de doses prontas da planta na Índia da AstraZeneca, visando a antecipação, para janeiro, do calendário de imunização no Brasil. A Fiocruz também prevê produzir doses, mas o primeiro lote ficaria pronto apenas em fevereiro.

A decisão indiana foi comunicada pelo CEO do laboratório, Adar Poonawalla, no último domingo, ao conceder entrevista para a agência Associated Press. No mesmo dia, o Brasil havia divulgado um acordo com a companhia para a compra de 2 milhões de doses do imunizante, com armazenamento na Fiocruz.

Fontes do governo federal consideram que o veto indiano não deve atrasar a discussão sobre uso emergencial, e acreditam que a liberação das doses deve ocorrer mesmo com um eventual veto indiano, pois as unidades estariam já reservadas para venda ao exterior.

Em abril passado já foi preciso contar com a diplomacia, quando o presidente Jair Bolsonaro conversou com o primeiro-ministro Narendra Modi para solicitar desbloqueio de insumos farmacêuticos para a produção da hidroxicloroquina, medicamento do qual é defensor.

A importação de 2 milhões de doses prontas da AstraZeneca recebeu autorização da  no dia 31 de dezembro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Por ser um tipo de importação excepcional, a Anvisa tem a exigência de que as vacinas fiquem sob a guarda da Fiocruz até o registro ou aval de uso emergencial do imunizante, assim como no caso do Instituto Butantã, que diz ter 10,8 milhões de doses de unidades da Coronavac apenas à espera da autorização.

A compra das doses prontas citada pela Fiocruz é a atualmente principal aposta do governo para dar início à vacinação ainda em 20 de janeiro, mesmo que em público restrito, e distribuir outras 210,4 milhões de doses durante o ano com insumo farmacêutico que chegará ao País, imunizando pelo menos 105 milhões de pessoas.

O investimento federal foi R$ 2 bilhões para a compra de doses e transferência de tecnologia para a Fiocruz. O plano nacional de imunização prevê aplicar doses deste imunizante em cerca de 50 milhões de brasileiros de grupos prioritários ainda na primeira metade de 2021.

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