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Geral Indicado para presidente do Banco do Brasil, André Brandão terá que passar por um longo rito antes de assumir o cargo. Entenda as etapas

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O BB informou que, até o início da noite desta segunda-feira, não havia recebido nenhum comunicado formal sobre a nomeação de André Brandão. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Indicado para suceder Rubem Novas no comando do BB (Banco do Brasil), o executivo André Brandão – hoje no HSBC – precisará passar por um rito antes de assumir o novo cargo, se o seu nome for oficialmente confirmado. O processo inclui uma análise de currículo e outros documentos por um comitê interno do banco público – um trâmite que pode levar dias.

Embora esteja em outra instituição privada, a legislação não prevê nenhum tipo de quarentena ou restrição para que Brandão seja nomeado. A decisão de impor um período de transição caberá ao HSBC, com o qual o executivo terá de definir as condições de seu desligamento. No entanto, o fato de os dois bancos não serem concorrentes diretos deve afastar essa possibilidade.

Segundo informações do jornal O Globo, o HSBC não comentou a indicação extraoficial de Brandão para o novo cargo. O executivo é ex-presidente do HSBC Brasil e hoje é diretor de Global Banking e Markets para as Américas da instituição.

Segundo o analista de bancos da Austin Ratings, Luis Miguel Santacreu, o mais comum é que essa exigência parta de instituições públicas. “No setor privado, é uma coisa muito normal (troca de executivos). Quarentena é muito mais para setor público, em que pode haver o uso da informação pública e casos de conflito de interesse. No setor privado, é uma questão ética não compartilhar informações, até para você continuar com o bom relacionamento no mercado”, afirma Santacreu, que acompanha o setor.

O estatuto social do BB impede que ex-executivos trabalhem em outras instituições por seis meses. De saída, Novaes já anunciou a interlocutores que deve passar a atuar como assessor econômico do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Cabe ao presidente Jair Bolsonaro fazer a indicação formal do novo chefe do BB ao Ministério da Economia, que repassa o nome à instituição financeira, o que até o início da noite desta segunda-feira (3) ainda não havia ocorrido, segundo o BB. A partir daí, entra em cena o Comitê de Remuneração e Elegibilidade, que verifica que o candidato cumpre os requisitos para fazer parte da diretoria.

As exigências incluem experiência de ao menos dois anos em instituições financeiras nacionais e curso superior. O colegiado avalia ainda se o candidato não se enquadra nas proibições previstas na Lei de Estatais, que impede, entre outros pontos, a nomeação de pessoas que trabalharam em campanhas eleitorais nos últimos 36 meses ou fazem parte da diretoria de sindicatos.

Depois da análise do comitê do banco, o indicado deve passar ainda por um pente-fino dos técnicos da Casa Civil. Só depois disso é que Bolsonaro deve publicar o novo nome no Diário Oficial da União. Na sequência, o BB, que tem ações em Bolsa, deve publicar um fato relevante – documento usado para comunicar investidores sobre decisões de companhais abertas.

De acordo com técnicos, esse procedimento deve ser feito antes ou depois da abertura do mercado financeiro, para evitar estresses na negociação dos papéis do BB. Não há uma previsão sobre quando todo o rito deve ser concluído.

Comunicado formal

O BB informou nesta segunda-feira (3) que, até as 19h47min, não havia recebido nenhum comunicado formal sobre a nomeação de André Brandão para a presidência da instituição financeira. O banco atendeu a um pedido de esclarecimento encaminhado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre uma informação divulgada pela imprensa no domingo (2) de que o nome de Brandão havia sido “informalmente comunicado a dirigentes do banco pelo Palácio do Planalto” e que a confirmação, no entanto, ainda dependia “de um rito que deve levar em torno de uma semana”.

No comunicado, o BB lembra que é prerrogativa do presidente da República a nomeação do posto. “O BB informa, ainda, que até o presente momento não houve qualquer comunicação formal do acionista controlador sobre o efetivo exercício dessa prerrogativa pela Presidência da República. Fatos julgados importantes serão prontamente divulgados ao mercado”. O ofício é assinado pelo Gerente Geral de Relações com Investidores e Sustentabilidade, Daniel Alves Maria. As informações são do jornal O Globo e do Banco do Brasil.

 

 

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