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Economia Inflação fica em 0,96% em julho e tem a maior alta para o mês em 19 anos no País

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É a maior variação para um mês de julho desde 2002, quando o índice foi de 1,19%

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Previsão para crescimento da economia cai para 4,8% em 2021. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Pressionado pela alta nas contas de energia elétrica, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial do País – acelerou a alta para 0,96% em julho, após ter registrado taxa de 0,53% em junho, conforme divulgou nesta terça-feira (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Essa é a maior variação para um mês de julho desde 2002, quando o índice foi de 1,19%”, informou o IBGE. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 8,99%. No ano, o IPCA acumula alta de 4,76%.

Desde março, o indicador do acumulado em 12 meses tem ficado cada vez mais acima do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que é de 5,25%.

Energia elétrica tem alta de 7,88% no mês

A inflação do grupo habitação foi influenciada principalmente pela alta da energia elétrica (7,88%), que acelerou em relação ao mês anterior (1,95%) e registrou o maior impacto individual no IPCA de julho, respondendo sozinha por 0,35 ponto percentual da taxa do mês.

A alta é explicada pela entrada em vigor da bandeira tarifária de vermelha patamar 2, que passou a cobrar R$ 9,49 a cada 100kWh consumidos. A mudança de bandeira ocorre diante da crise hídrica, que tem exigido o acionamento das termoelétricas, de energia mais cara. Os valores extras das bandeiras tarifárias são cobrados a cada 100 kWh consumidos.

Meta de inflação e perspectivas

A meta central do governo para a inflação em 2021 é de 3,75%, e o intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que foi elevada na semana passada para 5,25% ao ano.

A expectativa do mercado financeiro para a inflação de 2021 foi elevada para 6,88%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Com isso, a projeção dos analistas segue cada vez mais acima do teto do sistema de metas.

Já a expectativa dos analistas para a taxa Selic no fim do ano está atualmente em 7,25%, o que pressupõe que haverá novas altas nos próximos meses.

Na ata de sua última reunião, divulgada nesta terça, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central avaliou que a inflação ao consumidor continua se revelando “persistente”, indicando uma nova alta de um ponto percentual no juro básico da economia em sua próxima reunião, marcada para 21 e 22 de setembro.

Para 2022, o mercado financeiro estima uma inflação de 3,84%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se oscilar de 2% a 5%.

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