Quarta-feira, 15 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2018
O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), conhecido como a inflação de baixa renda, apresentou variação de -0,01% em fevereiro, taxa 0,51 ponto percentual abaixo da apurada em janeiro.
Com esse resultado, o indicador acumula alta de 0,49% no ano e de 1,94% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (06) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Em fevereiro, o IPC-BR registrou variação de 0,17%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 3,07%, nível acima do registrado pelo IPC-C1.
Sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (1,19% para -0,31%), Transportes (1,77% para 0,76%), Educação, Leitura e Recreação (2,24% para -0,18%), Vestuário (0,19% para -0,72%), Comunicação (0,08% para -0,10%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,17%) e Despesas Pessoais (0,14% para 0,13%).
Nesses grupos, os destaques partiram dos itens hortaliças e legumes (16,30% para -0,39%), tarifa de ônibus urbano (2,53% para 0,47%), cursos formais (7% para 0%), roupas (-0,26% para -0,70%), mensalidade para TV por assinatura (0,16% para -2,60%), salão de beleza (0,57% para 0,26%) e cartão de telefone (0,91% para -0,10%), respectivamente.
Em contrapartida, apenas o grupo Habitação (-0,83% para 0,07%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. Nessa classe de despesa, destaca-se o item tarifa de eletricidade residencial, que passou de -5,39% para 0,84%.
IPCA
O mercado financeiro baixou a sua estimativa para a inflação deste ano, ao mesmo tempo em que aumentou a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2018. As projeções constam no Boletim Focus, feito com base em pesquisa realizada pelo BC (Banco Central) com mais de cem instituições financeiras. Os dados foram divulgados na segunda-feira (05).
Para a inflação oficial do País neste ano, medida pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), a previsão do mercado recuou de 3,73% para 3,70%. Essa foi a quinta queda seguida do indicador. A expectativa dos analistas continua abaixo da meta central de 4,5% para a inflação, que deve ser perseguida pelo BC em 2018, mas está dentro do intervalo de tolerância previsto.
A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o BC eleva ou reduz a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira). Para 2019, o mercado financeiro reduziu a sua expectativa de inflação de 4,25% para 4,24%. A estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas.
Para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018, os economistas dos bancos elevaram a sua estimativa de crescimento de 2,89% para 2,90%. Essa foi a terceira alta seguida desse indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia nacional continuou em 3%.
Os analistas do mercado também mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,75% ao ano para o final de 2018. Atualmente, a taxa está nesse patamar. Ou seja, o mercado continua estimando a manutenção dos juros no resto deste ano. Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para os juros básicos da economia continuou em 8% ao ano. Desse modo, os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.
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