Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2017
A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes recuou 0,3 ponto percentual em fevereiro, ao passar de 7,9% para 7,6%, o menor valor desde janeiro de 2015 (7,2%). Após recuar pelo terceiro mês consecutivo, o indicador encontra-se agora 3,8 pontos abaixo do mesmo mês do ano anterior, quando alcançou o máximo da série histórica. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
“As oscilações do Indicador de Expectativas de Inflação costumam carregar informações obtidas pelos consumidores sobre a inflação recente. No momento, a percepção de desaceleração rápida da inflação nos próximos meses parece clara. Outro fato em linha com tendências observadas no passado é que a queda da inflação está ocorrendo mais rapidamente entre as famílias de renda mais elevada, com maior escolaridade e acesso a informação”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/IBRE.
Entre janeiro e fevereiro, a proporção de consumidores prevendo inflação abaixo do limite superior de tolerância do regime de metas de inflação (6,5%) aumentou em 6,4 p.p., ao passar de 32,5% para 38,9% do total. A maior evolução ocorreu no intervalo mais próximo da meta [4,5 – 5,5], que foi citado por 14,4% dos consumidores, 5,2 p.p. a mais que no mês anterior.
Houve queda em todas as faixas de renda familiar, com destaque para as famílias com renda mensal superior a R$9.600,00, cuja previsão mediana de 6,4% ficou abaixo do limite superior de tolerância do regime de metas do Banco Central.
Os comentários estão desativados.