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Economia Inflação volta a subir em outubro; veja o que ficou mais caro

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Desde o começo do ano, as passagens aéreas acumulam alta de 36,37%. (Foto: Reprodução)

Depois de dois meses seguidos de deflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – considerado a prévia da inflação oficial do País – ficou em 0,16% em outubro.

A alta do indicador, puxada pelo aumento nas tarifas de passagens aéreas e pelo reajuste nos preços dos planos de saúde, veio após dois meses seguidos de deflação. Pressionado pela queda nos preços dos combustíveis, o índice de agosto ficou em -0,73%, e o de setembro, em -0,37%.

De acordo com o IBGE, a redução nos preços dos combustíveis continuou impactando o IPCA-15 em outubro, mas em menor intensidade.

Somente três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para compor o indicador tiveram deflação em outubro – transportes, comunicação e artigos de residência. Dentre os seis grupos com alta, o que mais impactou o índice foi o de saúde e cuidados pessoais.

Veja a prévia da inflação de outubro para cada um dos grupos pesquisados:

— Artigos de residência: -0,35%
— Comunicação: -0,42%
— Transportes: -0,64%
— Educação: 0,19%
— Alimentação e bebidas: 0,21%
— Habitação: 0,28%
— Despesas pessoais: 0,57%
— Saúde e cuidados pessoais: 0,80%
— Vestuário: 1,43%

Assim como nos dois meses anteriores, a queda em Transportes foi puxada pela retração nos preços dos quatro combustíveis pesquisados – etanol (-9,47%), gasolina (-5,92%), óleo diesel (-3,52%) e gás veicular (-1,33%). A gasolina, que é o item de maior peso sobre a inflação do País, exerceu o maior impacto negativo, de -0,29 ponto percentual (p.p.).

Já o maior impacto individual positivo sobre o índice do mês partiu das passagens aéreas, cuja média de preços subiu 28,17% na comparação com setembro, respondendo por 0,18 p.p.

O IBGE destacou que o aumento de 0,42% nas tarifas de ônibus intermunicipal também contribuiu para frear a deflação do grupo de transportes. Esse aumento foi puxado pelo reajuste aplicados no mês nas tarifas de Fortaleza e de Porto Alegre. Além disso, houve altas de emplacamento e licença (1,72%) e conserto de automóvel (0,64%).

Já a queda no grupo de Comunicação foi influenciada pela redução de 1,69% nos pacotes de acesso à internet (-) e de 1,35% nos planos de telefonia móvel. Além disso, houve queda de 0,87% nos preços dos aparelhos telefônicos.

Entre os grupos com alta nos preços, o maior impacto partiu de Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,80% na comparação com setembro, que respondeu por 0,10 p.p. sobre o índice geral.

Essa alta foi puxada pelo aumento de 1,44% nos preços dos planos de saúde após reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em planos de saúde contratados antes da Lei nº 9.656/98 e com vigência retroativa desde julho. Também houve contribuiu para a alta deste grupo o aumento de 1,10% nos preços de itens de higiene pessoal.

O grupo de Vestuário, no entanto foi o que apresentou a maior alta na comparação com setembro. Ela foi puxada pelo aumento de 1,82% em calçados e acessórios, de 1,71% nas roupas infantis e de 1,00% das joias e bijuterias (1,00%).

Outra alta relevante no mês partiu do grupo Habitação, pressionado pelo aumento de 0,07% da energia elétrica e de 0,39% na taxa de água e esgoto, que foi impactada pelo reajuste médio de 13,22% aplicado em uma das concessionárias de Porto Alegre.

Alimentação

Depois de apresentar deflação de -0,47% em setembro, o grupo de Alimentação e bebidas teve alta de 0,21%. Esse aumento, segundo o IBGE, foi puxado pela alta de 0,14% na alimentação no domicílio (0,14%), influenciada pelo aumento médio de 4,61% nos preços das frutas, de 20,11% do tomate e de 5,86% da cebola.

Já itens importantes na mesa do brasileiro tiveram queda em outubro, tais como leite longa vida e o óleo de soja, cuja média de preços recuou, respectivamente, -9,91% e -3,71% na comparação com setembro.

A alimentação fora do domicílio também teve aumento no mês, mas foi menos intenso que no mês anterior – desacelerou de 0,59% em setembro para 0,37% em outubro.

Segundo o IBGE, a alta da refeição foi maior que no mês anterior – passou de 0,36% em setembro para 0,44% em outubro, enquanto o movimento nos preços do lanche foi inverso, cuja alta desacelerou de 0,94% em setembro para 0,23% em outubro.

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