Segunda-feira, 22 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de junho de 2026
O uso da inteligência artificial facilitará a organização de viagens personalizadas, previu Glenn Fogel, diretor-presidente da gigante do turismo on-line Booking Holdings, que se mostra confiante no futuro de sua empresa diante do avanço dessa tecnologia.
A IA permite “melhorar a forma como se pode viajar, realizar buscas e ser capaz de processar todas as diferentes combinações”, destacou o executivo de 63 anos durante uma entrevista concedida na sexta-feira (19), na capital francesa.
Entre voos, escalas, programas de fidelidade e hospedagens, “a lista de opções é infinita”, avaliou Fogel.
“É aí que a IA pode entrar em ação e ajudar a reduzir as opções por meio da personalização. O que sabemos sobre você, o que acreditamos que seria mais adequado para você, qual é o seu orçamento”, explicou durante a feira VivaTech.
Tudo isso, alertou, sem deixar de lado a capacidade preditiva dessa tecnologia para tentar eliminar imprevistos durante a viagem.
“A IA é uma máquina de previsão. Seja um grande modelo de linguagem que antecipa a próxima palavra, seja em termos de prever que tipo de acontecimentos podem ocorrer no futuro”, avaliou o executivo.
Assim, a IA permitirá “prever o que pode dar errado (…) e resolver o problema antes que ele realmente aconteça”, como voos cancelados, problemas com conexões, entre outros contratempos, prevê o executivo americano.
Para isso, a Booking, assim como sua principal concorrente, a Expedia, firmou parcerias com grandes nomes da tecnologia, entre eles a empresa americana OpenAI, criadora do ChatGPT.
Concorrência
No entanto, a IA pode mudar as regras do jogo ao permitir que os clientes dispensem a interface das plataformas de viagem, frequentemente criticadas pelas respostas insuficientes oferecidas a clientes em dificuldades e pela falta de transparência com os hotéis parceiros.
Sobre os novos participantes que desejam conquistar uma fatia desse setor em expansão, Fogel destaca a experiência de sua empresa.
A Booking gerou, em 2025, cerca de € 700 bilhões (aproximadamente US$ 809,7 bilhões) em atividade econômica na Europa por meio das viagens reservadas em sua plataforma, segundo dados da consultoria Oxford Economics para a companhia.
“Há muitas pessoas fundando novas empresas que querem usar inteligência artificial e acreditam que podem criar uma experiência de viagem melhor. Nós tentamos constantemente fazer a mesma coisa”, afirmou o executivo, sem demonstrar preocupação.
“Sempre brinco quando alguém diz: ‘Acho que vou usar o Claude [o agente conversacional da empresa americana Anthropic] para organizar minha viagem’. Eu respondo: ‘Se algo der errado, para quem você vai ligar no Claude? Existe um número de telefone para isso? Acho que não’”, concluiu Fogel.
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