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Colunistas Investimento no transporte ferroviário no Brasil continua sendo apenas um sonho

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O jornalista Flavio Pereira, comentando para a Radio Pampa 97.5 FM, o funcionamento do moderno sistema de trens da Alemanha, na Estação de Trem Munique, também conhecida como München Hauptbahnhof. (Foto: Arquivo pessoal)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A expansão do transporte ferroviário num país continental como o Brasil, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados, continua sendo uma novela interminável. As ferrovias do Brasil são uma parte importante do sistema de transportes do país, embora ainda representem menos de um décimo das redes instaladas. A cada governo que passa, novos planos mirabolantes são apresentados. No caso do Rio Grande do Sul, um vergonhoso processo de dilapidação da malha ferroviária vem acontecendo nos últimos anos, ante o olhar cúmplice e complacente dos órgãos de fiscalização. Anunciam-se leilões bilionários, mas os projetos não saem do papel. Com 28 mil quilômetros de malha ferroviária em precário estado em todo o território brasileiro, estamos atrás de países como a Argentina, com seus 36.000 quilômetros de ferrovias, para uma área de 2,766 milhões de quilômetros quadrados.

Alemanha aposta no transporte ferroviário rápido, eficiente e confortável

A Alemanha é, sem dúvida, um modelo a ser copiado pelo Brasil. Uma experiência com os modernos trens ICE (alta velocidade) na Alemanha deixa qualquer brasileiro frustrado porque simplesmente não há como comparar. Trens modernos, de alta velocidade, conectam grandes cidades como Berlim, Munique e Frankfurt. É possível realizar viagens com conforto e rapidez entre Frankfurt e Hamburgo (486 km) em 3h25min, Frankfurt a Munique (393 km) em 3h10min e Berlim a Frankfurt (550 km) em 3h30min. A Alemanha, com área total de 357.580 quilômetros quadrados, possui a oitava malha ferroviária do mundo e a primeira da Europa, com 41 mil km.

Trens com velocidade de 300 km por hora

Deutsche Bahn domina a rede ferroviária alemã de 41.000 km, representando cerca de 80% do tráfego total de carga e 99% do tráfego de passageiros de longa distância. Seus trens alcançam velocidade de até 300 km por hora. Mais de 150 empresas ferroviárias privadas, além da Deutsche Bahn, operam na rede, fornecendo serviços regionais de passageiros e carga.

Procurador do MPF agora propõe ação civil pública sobre projeto da nova fábrica de celulose da CMPC

O Ministério Público Federal (MPF), agora, em nova iniciativa do procurador Ricardo Gralha Massia, ajuizou ação civil pública para que a CMPC faça estudo e consulta específica a populações indígenas em relação aos impactos do Projeto Natureza junto a populações indígenas. Uma recomendação anterior do MPF para que fosse paralisada a licença ambiental da Fepam acabou suspensa pelo Conselho Nacional do Ministério Público, que inclusive determinou que o caso fosse remetido à análise da Corregedoria do órgão. O Projeto Natureza é o nome dado a um amplo plano de construção de uma nova fábrica de celulose de R$ 27 bilhões da empresa chilena CMPC. O diretor-geral Antonio Lacerda já admitiu em entrevistas que a insegurança jurídica poderá levar a empresa a rever o projeto, considerado um dos maiores do mundo na área.

Fecomércio trabalha pela prorrogação do pagamento dos financiamentos Pronampe das enchentes

Empresas gaúchas afetadas pelas enchentes de 2024 podem ganhar um novo fôlego para reorganizar suas finanças. O Governo Federal anunciou mudanças no programa Desenrola Brasil que permitem a prorrogação dos financiamentos contratados durante o período de calamidade, especialmente nas linhas vinculadas ao Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A medida atende, ainda que parcialmente, a uma demanda defendida pela Fecomércio-RS junto a Brasília desde o agravamento da crise climática no Rio Grande do Sul.

Em ano eleitoral, Lula extingue, por Medida Provisória, a “taxa das blusinhas” que sancionou em 2024

Após conseguir aprovar no Congresso e sancionar, em meados de junho de 2024, lei estabelecendo taxação de 20%, agora, em ano eleitoral, o presidente Lula (PT) mudou de ideia e assinou, na terça-feira (12), uma medida provisória (MP) que zera o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como “taxa das blusinhas”, extinguindo a cobrança da alíquota de importação.

Associação Brasileira do Varejo Têxtil adverte que fim da “taxa das blusinhas” poderá custar 18 milhões de empregos

A propósito do fim da chamada “taxa das blusinhas”, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) encaminhou ao jornalista Flavio Pereira a seguinte nota:

“A ABVTEX repudia com veemência a decisão do governo federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, colocando em risco os 18 milhões de empregos gerados pela indústria e varejo nacional.

A medida representa um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil. Sem isonomia, o setor prevê um cenário alarmante de desindustrialização e fechamento de postos de trabalho, transferindo riqueza brasileira para o exterior.

Ao abrir mão da tributação das plataformas estrangeiras, o governo escolhe penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam, investem e sustentam a arrecadação do país. É inadmissível que, enquanto o setor produtivo nacional enfrenta uma das maiores cargas tributárias do mundo, juros elevados, custos operacionais crescentes e um ambiente regulatório extremamente complexo, empresas internacionais continuem recebendo privilégios artificiais para avançar sobre o mercado brasileiro.

A decisão institucionaliza a concorrência desleal e escancara a falta de justiça e compromisso com quem gera desenvolvimento e riqueza dentro do Brasil. O resultado será devastador: menos investimentos, fechamento de empresas, destruição de empregos formais e enfraquecimento da economia nacional.

O país não pode continuar tratando quem produz aqui como inimigo, enquanto concede benefícios a gigantes estrangeiras que não operam sob as mesmas regras tributárias, trabalhistas e de conformidade de produto.

É urgente a adoção de medidas compensatórias para evitar o colapso de uma cadeia que sustenta milhões de famílias brasileiras.”

* Flavio Pereira (Instagram: @flaviorrpereira)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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vanderlei stefani
14 de maio de 2026 13:49

Cadê o ki Succo?
Tá com vergonha de ser capacho do clã kkkkkkkk

Alexandre
14 de maio de 2026 11:05

Parece que o Ministério Público Federal não desistiu de barrar o maior investimento no RS. Cabe saber de quem o MPF está a serviço? Interesses de concorrentes ou ideológico?

vanderlei stefani
14 de maio de 2026 09:45

“Deus, Pátria, E Quadrilha”! Poderá serTítulo de um filme,num futuro próximo, que conta a história de uma família que era formada de “conservadores, Militares e “crentes “, que achou na política um meio de meter a mão no dinheiro público, sem dó nem piedade, escondidos atrás de uma falsa honestidade! A mim nunca enganaram!

ochoavanderlei@gmail.com
14 de maio de 2026 09:20

Huuummm. Nenhuma palavra sobre as ações criminosas de seu pupilo Flávio BOLSONARO. Cortina de fumaça?? O amigão do colunista cabo eleitoral da direita golpista é presidiário. O filho número 1 envolvido em crimes…hummmm.

Vitor
14 de maio de 2026 08:25

O desmonte das ferrovias na verdade começou com o (também) “endeusado” JK que, para ter montadoras de carros instaladas no Brasil, fez com elas um “pacto” que iria priorizar o transporte rodoviário…

ochoavanderlei@gmail.com
14 de maio de 2026 09:27
Responder para  Vitor

Como é feio mentir em posts. Quem criou a RFFSA FOI justamente quem tu alega que começou a destruir. Ainda bem que hoje temos os recursos de informação bem alongado e imparcial. “Antes da RFFSA, o sistema ferroviário brasileiro era um colcha de retalhos de ferrovias estaduais, privadas e inglesas encampadas pelo governo. Em 16 de março de 1957, o presidente Juscelino Kubitschek criou a estatal para unificar 18 estradas de ferro sob controle da União. ​Objetivo: Padronizar a gestão, modernizar o material rodante e reduzir o déficit financeiro das linhas isoladas. A Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) foi criada… Leia mais »

Vitor
14 de maio de 2026 09:33

Ué? Finalmente você respondeu a um comentário meu? Achei que estava com medo de eu ir no LABFAB, posso ir aí? Quaquaqua (te imitando)

ochoavanderlei@gmail.com
14 de maio de 2026 09:41
Responder para  Vitor

Bom dia guri. Te forma e contribua para a previdência social. O véio aqui tá aposentado e precisa receber a aposentadoria, pois contribuiu por 42 anos para que os véios que estavam aposentados pudessem receber. Contribui aí. Abraço meu jovem. Bom ver que os jovens estão se interessando por política. Só cuidado para não ficar do lado errado da história se deixando levar por fake News da direita golpista e seus apoiadores. Sucesso.

Vitor
14 de maio de 2026 09:48

Viu o que te respondi sobre JK? Vê se aprende também e não fica só doutrinado pela esquerda… os DOIS lados tem pontos bons E ruins! E eu posso ir no LABFAB falar contigo?

Vitor
14 de maio de 2026 09:36

Ó pra ti: O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), marcado pelo lema “50 anos em 5”, é amplamente reconhecido pela implementação de uma política desenvolvimentista que transformou a infraestrutura brasileira, priorizando a indústria automobilística e a construção rodoviária em detrimento das ferrovias. Esse período consolidou o chamado “rodoviarismo” no Brasil. [1, 2] Aqui estão os principais pontos da atuação de JK nessas áreas: 1. Indústria Automobilística: O Motor do Desenvolvimento [1] GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística): Criado em 1956, foi fundamental para estruturar e coordenar a instalação de montadoras estrangeiras no país. Atração de Multinacionais: JK incentivou a vinda… Leia mais »

Luis Henrique Silveira da Silva
14 de maio de 2026 07:33

Jamais o Brasil terá trens , não é de interesse público, perdeu-se o tempo para isso , infelizmente colocamos no poder seres imbecis e péssimos gestores, salve raras excessões , infelizmente não soubemos identificar seres com capacidade e boa índole

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