Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2017

Eduardo Batalha, empreendedor de destaque nos cenários da agropecuária, imobiliário e turismo, agora à frente da PellCo, em Pinheiro Machado. (Foto: Divulgação)
O empresário Eduardo Batalha, um dos maiores criadores de gado Angus e

Da esquerda para a direita, Ernani Polo, Eduardo Batalha, Luis Carlos Heinze, Paulo Sérgio Pinto, Mário Darós, Pedro Westphalen, Gilson Trennepohl, Fábio Branco.
Nelore do Brasil, mais uma vez é destaque no cenário econômico regional e nacional. Em 2016, ele assinou um contrato com o Burguer King para integrar a carteira de fornecedores mundiais de hambúrgueres para a rede. Depois disso, investiu pesado na olivicultura, em Pinheiro Machado/RS, transformando a região em um dos maiores polos produtores de azeite de alta qualidade, chegando a uma produção de 500 mil litros/ano. No seu campo de atuação também estão expressivos investimentos nos segmentos imobiliário e do turismo.
Agora, a inquietude de Eduardo Batalha faz o empresário abrir uma nova frente de negócios que muda radicalmente o cenário na metade sul do Estado gaúcho. Na última quinta-feira (22), ele inaugurou a PellCo. Trata-se de uma indústria de pellets – pequenos aglomerados de resíduos de madeira, em formato cilíndrico, medindo entre 6 e 8 centímetros – que serão exportados para o mercado europeu através do Porto de Rio Grande. Os pellets, em Pinheiro Machado, serão produzidos a partir do reflorestamento local que inclui eucaliptos, pinus e acácia. O investimento veio através de um fundo britânico, o CastlePines, cujo investidor no Brasil é o inglês David J. Grose, que marcou presença em PInheiro Machado, ao lado do secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Fábio Branco; da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo; e, dos Transportes e Mobilidade Urbana, Pedro Westphalen, e demais autoridades e lideranças setoriais.
O que a PellCo traz de contribuição do RS? Muita coisa, a começar pelos investimentos do fundo britânico, que somam 350 milhões de dólares, dos quais 30 milhões de dólares serão investidos em ferrovias, locomotivas e vagões para transportar os pellets até o Porto. Outros 60 milhões de dólares vão gerar melhorias no próprio Porto de Rio Grande, 110 milhões de dólares irão para projetos na área de hidroelétricas, 90 milhões de dólares serão destinados à própria fábrica de pellets e 60 milhões ainda como adiantamento aos produtores florestais.
Outro fator importante neste contexto diz respeito ao mercado europeu que garante a compra do produto pelos próximos 20 anos, o que gera segurança e amplia a visão de futuro no investimento. Além disso, em termos de valores, enquanto o mercado nacional paga 20 reais pelo metro cúbico da madeira em pé, o mercado externo paga 45 reais, preços bem mais atraentes e competitivos. Por tudo isto, a PellCo é recebida de braços abertos no Estado pelo seu potencial, alavancando desenvolvimento e crescimento na região e seu entorno, com otimismo e garra. (Clarice Ledur/ O Sul)
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