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Mundo Irã retoma o enriquecimento de urânio e volta a violar acordo nuclear

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O acordo foi assinado em julho de 2015, após quase 20 meses de negociações

Foto: Pixabay
O acordo foi assinado em julho de 2015, após quase 20 meses de negociações. (Foto: Pixabay)

O governo do Irã informou nesta segunda-feira (04) que o país retomou o enriquecimento de urânio a 20% em uma instalação nuclear subterrânea, violando novamente o acordo nuclear feito com grandes potências mundiais.

O acordo foi assinado em julho de 2015, após quase 20 meses de negociações, entre o governo da República Islâmica e um grupo de países liderado pelos Estados Unidos.

O chamado grupo P5+1 (os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha) aceitou encerrar as sanções ligadas ao programa nuclear iraniano em troca de seu desmantelamento.

Mas os Estados Unidos deixaram o acordo em 2018 e reimpuseram sanções a Teerã, contra o desejo das demais potências que assinaram o pacto. Em resposta, o governo iraniano começou a violar cláusulas do documento em 2019. O principal objetivo do acordo era estender o tempo que o Irã precisaria para produzir material físsil suficiente para uma bomba nuclear.

“Há poucos minutos, o processo de produção de urânio enriquecido a 20% começou no complexo de enriquecimento de Fordow”, anunciou o porta-voz do governo iraniano, Ali Rabeie, na mídia estatal. “O processo de injeção de gás nas centrífugas começou há algumas horas, e o primeiro produto do hexafluoreto de urânio (UF6) gasoso estará disponível em algumas horas”, prosseguiu.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda que o país “não permitirá que o Irã produza armas nucleares”.

O Irã havia avisado a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) que planejava retomar o enriquecimento. Para produzir armas nucleares, o urânio enriquecido precisa chegar a 90%.

Navio da Coreia do Sul

Também nesta segunda, a Guarda Revolucionária do Irã capturou um petroleiro com bandeira da Coreia do Sul no estreito de Hormuz, entre os golfos pérsico e de Omã.

Segundo a imprensa iraniana, o navio foi transferido para os portos do país “por contaminação petroleira e riscos para o meio ambiente”.

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