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Tecnologia Irlanda testa identificação digital para verificar a idade de quem acessa redes sociais

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O objetivo é tornar o ambiente online mais seguro para crianças e adolescentes. (Foto: Reprodução)

O governo irlandês lançou uma fase de testes de sua carteira digital, incluindo uma funcionalidade de verificação de idade para tornar o ambiente online mais seguro para crianças e adolescentes.

A identificação digital permitirá a verificação de idade para ajudar a proteger crianças e jovens de danos em plataformas de redes sociais, de acordo com um comunicado do Departamento de Despesa Pública e Reforma.

A Irlanda, sede europeia das maiores empresas de tecnologia do mundo, é um dos vários países que buscam proibir o uso de redes sociais por adolescentes. O movimento ganhou força após a decisão da Austrália de bloquear contas de menores de 16 anos em janeiro.

A Irlanda vê a verificação de idade em redes sociais como um passo rumo a uma proibição mais ampla de plataformas operadas por empresas como a Meta. No início deste ano, o ministro das Finanças, Simon Harris, afirmou que a presença de adolescentes nas redes sociais representa uma “grande questão de saúde pública”, citando os impactos na saúde mental.

A carteira digital também poderá armazenar versões digitais de certidões de nascimento, carteiras de motorista e outros documentos oficiais, segundo o comunicado. Todos os Estados-membros da União Europeia devem ter uma até o fim de 2026, mas a forma de utilização ficará a critério de cada país.

Danos mentais

Em outra frente, no mês passado, a Meta, dona de Facebook e Instagram, e o serviço de vídeo YouTube são responsáveis pelos danos mentais a uma jovem, por meio do projeto viciante de suas plataformas, determinou um júri de Los Angeles. A decisão abre um precedente para novas ações judiciais contra as empresas que controlam redes sociais, com possíveis indenizações mais elevadas.

As companhias terão de pagar ao menos US$ 3 milhões (R$ 15,6 milhões) em indenizações. O júri atribuiu à Meta 70% da responsabilidade pelo dano sofrido pela demandante, o que representa US$ 2,1 milhões, e ao YouTube, os 30% restantes, ou US$ 900 mil.

O jornal The New York Times, no entanto, afirma que as empresas estariam sujeitas a outras cobranças compensatórias, que levariam o total a ser pago pela Meta a US$ 4,2 milhões, ficando US$ 1,8 milhão para o YouTube.

O júri respondeu afirmativamente às sete perguntas feitas sobre as duas empresas, e concluiu que a Meta e o YouTube foram negligentes no desenho e no funcionamento de suas plataformas e que essa negligência foi um fator central para o dano causado à parte demandante. As informações são da agência de notícias Bloomberg e do jornal O Globo.

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