Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de maio de 2017
Sensível, dura, inteligente, fria, delicada, inflexível. Sobravam adjetivos nas muitas visões que a política mineira construiu a respeito de Andréa Neves da Cunha, a irmã mais velha de Aécio, presa nessa quinta-feira pela Polícia Federal. Acusada de pedir dinheiro ao empresário Joesley Batista em nome do irmão, ela é sombra do ex-governador há pelo menos 15 anos, desde que assumiu a condição de mandachuva de Minas Gerais.
“Andréa é uma pessoa preocupada. O caos precisa estar instalado para ela entrar. Não gosta da harmonia”, – descreveu um amigo próximo. Nascida em Belo Horizonte, em fevereiro de 1959, Andréa é a outra cria política do avô Tancredo Neves. Para o médico e ex-secretário de Cultura de Minas, Jota Dangelo, que a conhece desde criança, Aécio e ela se complementam na preservação do legado do mito. Aécio pela facilidade de circular em ambientes populares. Andréa, pela capacidade de articulação e pelo tirocínio.
O que mais a animava, nas passagens por São João Del Rei, era estar com o avô. Em 1983, Tancredo lançou-se a governador de Minas. Vitorioso, fez de Aécio o seu secretário particular. Duas tragédias viriam em seguida. Primeiro, em 1985, a morte de Tancredo. Mais tarde, em 1999, a morte do primeiro marido, o jornalista Herval Braz, pai de sua única filha, Maria Clara, que conhecera em Minas, enquanto montava o memorial de Tancredo. Abatida, decidiu refugiar- se para o Rio, onde viviam os pais.
A paixão política a reinventou. Aécio convenceu-a a voltar e ajudá-lo na campanha a governador em 2002. Desde então, ambos jamais se separaram. Com a vitória do irmão, Andréa assumiu a presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social, fundado por Sarah Kubitschek em 1951, e o comando do Grupo Técnico de Comunicação.
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