Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de fevereiro de 2024
Indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso, Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi intimado a pagar uma dívida de R$ 360 mil. A cobrança diz respeito a um empréstimo que ele tomou com um banco por meio de sua antiga empresa, a RB Eventos e Mídia. A defesa de Jair Renan não quis se manifestar.
No processo, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal determina que o filho do ex-presidente realize o pagamento em até três dias úteis, se não terá suas contas bancárias bloqueadas.
A dívida, segundo a intimação, é fruto de um acordo de renegociação do empréstimo firmado entre Jair Renan e o banco em junho de 2023. Por meio de sua empresa, o filho mais novo do ex-presidente se comprometeu a pagar a quantia que devia ao banco.
O valor, no entanto, não foi pago, e a empresa RB Eventos e Mídia foi fechada pouco mais de dois meses depois, em 11 de agosto de 2023. Na Receita Federal consta que o CNPJ foi extinto por “Encerramento Liquidação Voluntária”, quando a empresa encerra suas atividades de forma voluntária.
Operação Nexum
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou, na quinta-feira (15), a conclusão do inquérito vinculado à Operação Nexum, deflagrada em agosto do ano passado, para investigar um possível esquema de fraudes, estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. O caso envolve Jair Renan Bolsonaro e o seu instrutor de tiro, Maciel Alves.
De acordo com a PCDF, ao final da investigação, cujos detalhes estão sob sigilo, tanto Jair Renan quanto Maciel Alves foram formalmente acusados pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. O relatório final da investigação foi encaminhado ao Poder Judiciário no dia 8 de fevereiro, informou a corporação. Agora, cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) analisar o caso e decidir se oferece denúncia contra ambos para que se instaure um processo penal na Justiça.
Ainda no ano passado, foi realizada uma operação policial de busca e apreensão contra os acusados. O inquérito apontava, de acordo com os investigadores, “para a existência de uma associação criminosa cuja estratégia para obter indevida vantagem econômica passa pela inserção de um terceiro, ‘testa de ferro’ ou ‘laranja’, para se ocultar o verdadeiro proprietário das empresas de fachada ou empresas ‘fantasmas’, utilizadas pelo alvo principal e seus comparsas”. A Operação Nexum foi conduzida pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil do DF.
O advogado Admar Gonzaga, responsável pela defesa de Jair Renan, que disse não ter nada a declarar sobre o caso, no momento. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.
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