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Mundo Japonês é preso por utilizar arma de choque para dar disciplina aos filhos

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Casos famosos de abuso infantil chocaram o Japão nos últimos anos. (Foto: Pixabay)

Um homem foi preso nesta quarta-feira, acusado de utilizar uma arma de choque para educar seus três filhos, segundo a polícia japonesa. A medida é a mais recente de uma série de casos de abuso infantil que levaram o Parlamento a aprovar a proibição de punições corporais no país.

Segundo a agência de notícias Reuters, o homem de 45 anos, morador da cidade de Kitakyushi, no sul do país, disse à polícia que usou o armamento em suas duas filhas, de 17 e 13 anos, e seu filho, de 11 anos, quando “eles não seguiram as regras”.

O menino teve uma pequena queimadura em seu braço e as duas adolescentes não se machucaram.

Casos famosos de abuso infantil chocaram o Japão nos últimos anos. Uma das histórias mais conhecidas foi a morte de Yua Funato, menina de 5 anos que passava fome e apanhava do pai sob a justificativa de que estava sendo disciplinada.

O primeiro-ministro Shinzo Abe, na ocasião, disse que a morte de Yua era “devastadora” e que faria o possível para prevenir casos similares.

O Parlamento japonês aprovou na terça-feira, com unanimidade, o banimento de punições corporais em crianças por seus pais, abrindo caminho para uma revisão na lei.

Mais de 50 países – a maior parte deles na Europa – têm leis que proíbem este tipo de castigo, considerado ineficiente por estudiosos.

Com a aprovação da medida, o Japão será o terceiro país asiático a proibir tais punições, atrás da Mongólia, em 2016, e do Nepal, no ano passado.

Investigações de emergência

Em fevereiro deste ano, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, determinou que sejam feitas investigações de emergência de possíveis casos de abuso infantil para confirmar a segurança das crianças.

Em reunião de ministros, Abe pediu que sejam verificados todos os casos suspeitos de abuso que estão sendo tratados atualmente nos centros de bem-estar infantil.

A ordem ocorreu depois da detenção dos pais de uma menina de 10 anos, na província de Chiba, próxima a Tóquio, acusados de terem feito lesões que causaram a morte da filha.

Abe disse que é lamentável que escolas, comitês de educação e centros de bem-estar infantil, que, supostamente deveriam proteger as crianças, tenham falhado ao ouvir os pedidos de socorro da menina.

Ele acrescentou que deve ser dada prioridade à proteção das vidas das crianças e pediu esforços para eliminar o abuso infantil.

O Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança pediu ao governo japonês, na ocasião, que proíba o castigo físico aplicado às crianças em casa.

O comitê avalia a situação dos direitos humanos nos países, com base na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

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