Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2017
O presidente da JBS, Wesley Batista, afirmou que a abertura de capital (IPO, sigla em inglês para oferta inicial de ações) nos Estados Unidos irá ficar para o segundo semestre. O adiamento da operação é uma das consequências da operação “Carne Fraca”, que investiga fraudes fiscais e sanitárias nos frigoríficos, deflagrada em meados de março.
“Um IPO no segundo semestre é o momento mais próximo para tentar sair a mercado, já que ainda há alguns questões pendentes devido a isso que aconteceu no setor. Tudo depende do mercado, mas acreditamos que o segundo semestre é a janela mais possível”, avaliou, durante teleconferência a analistas.
Em dezembro, a JBS anunciou a intenção de fazer nos Estados Unidos, na Bolsa de Nova York, a abertura de capital da subsidiária holandesa, que é onde está concentrada as operações internacionais. A ideia era que o IPO fosse feito no decorrer do primeiro semestre.
Batista explicou que a repercussão da “Carne Fraca” poderia gerar dúvidas nos investidores e, por essa razão, a empresa optou por esperar que essas questões fossem esclarecidas e não correr o risco da operação influenciar o momento de precificação (quando é determinado o valor da ação, a depender da demanda de investidores) . A operação da PF também contribuiu para a redução do resultado na unidade brasileira de bovinos no primeiro trimestre, já que a produção precisou ser paralisada e os gastos com publicidade também ficaram acima do previsto.
“Não vamos estar na frente do investidor para discutir outra coisa que não seja a companhia, os resultados e as perspectivas, ou não vai valer a pena e isso vai prejudicar o nosso objetivo, que é fazer com que as operações internacionais tenham um preço que a gente acredita ser o correto”, explicou.
Batista ressaltou ainda que o objetivo principal desse IPO não é reduzir a alavancagem da empresa, que está em 4,20 vezes (relação entre dívida líquida e o Ebitda). (AG)
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