Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 6 de junho de 2017
A JBS, maior processadora de carnes do mundo, vendeu por 300 milhões de dólares todas as ações de suas subsidiárias com operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai para empresas controladas pela segunda maior empresa de carne bovina do Brasil, a Minerva, de acordo com informações divulgadas nessa terça-feira.
Esta é a primeira venda de ativos da empresa desde os escândalos da operação Carne Fraca, da PF (Polícia Federal) e a delação premiada dos donos da JBS, que colocaram a empresa no centro do noticiário político. Segundo a empresa de alimentos, os recursos com a transação devem ser usados para “reduzir o endividamento da companhia”. A operação foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração da companhia.
O montante de 300 milhões de dólares está sujeito a um ajuste “equivalente à diferença entre o capital circulante líquido e o endividamento de longo prazo das sociedades na data de fechamento”, segundo o conglomerado empresarial. O valor estimado em 31 de março de 2017 era positivo em aproximadamente 40 milhões de dólares, diz o comunicado. O negócio inclui a venda das subsidiárias JBS Paraguay, IPF, JBS Argentina e Frigorifico Canelones.
Em comunicado, a JBS informou que faz parte do acordo a “operação de carne bovina – abate, desossa, industrialização, processamento e comercialização nos três países” e que a operação de couros na Argentina e no Uruguai não está incluída na transação.
Preocupados com o futuro da JBS, no centro do furacão após a divulgação das gravações da conversa do presidente Michel Temer com o dono da JBS Joesley Batista, os investidores receberam bem a venda. Por volta das 15h30min, as ações da companhia subiam mais de 9% na Bovespa.
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