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Brasil João de Deus é denunciado por crimes sexuais de mais 8 vítimas

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O médium João Teixeira de Faria, popularmente conhecido como João de Deus. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), na última semana, pela prática de crimes sexuais envolvendo outras oito mulheres. Os crimes aconteceram na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, no interior do estado de Goiás.

A 15ª denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça de Abadiânia, relaciona outras 44 vítimas. No entanto, segundo o MP, em razão de os crimes estarem “prescritos ou ter decaído o direito de representação da ofendida”, elas figuraram como testemunhas.

O promotor de Justiça Luciano Miranda Meireles é quem assina a denúncia. Segundo ele, os crimes mencionados ocorreram entre 1986 e 2017, sendo as vítimas dos Estados de Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Maranhão, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo. Ainda de acordo com o promotor, entre as provas apresentadas, estão relatos e testemunhos.

João de Deus foi condenado a mais de 60 anos de prisão por estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de armas de fogo. Ele cumpri pena domiciliar, em sua mansão em Anápolis, cidade no interior de Goiás próxima a Abadiânia, berço da Casa de Dom Inácio de Loyola.

A Justiça já havia recebido outras 14 denúncias contra João Teixeira de Faria por crimes sexuais. Em três, já houve condenação: 19 anos e 4 meses de reclusão por violação sexual mediante fraude, na modalidade tentada; violação sexual mediante fraude; e 2 estupros de vulneráveis; 40 anos de reclusão por 5 estupros de vulneráveis; 2 anos e 6 meses de reclusão por violação sexual mediante fraude contra uma vítima.

Ele também foi condenado a 4 anos de reclusão por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e por posse irregular de arma de fogo de uso restrito.

A defesa de João de Deus afirmou que ainda não foi notificada sobre as novas denúncias e que aguardará a citação do réu para apresentar a sua versão sobre os fatos. “Caso o Ministério Público tenha seguido a mesma linha das acusações anteriores não terão melhor sorte, pois em todas elas as vítimas não apresentaram nenhuma prova, mas reproduziram uma versão automática dos fatos”, disse por meio de nota. “Por esta nova denúncia fica evidente a sanha em se conseguir benefícios financeiros às custas de João Teixeira de Faria”, finalizou a manifestação.

João de Deus

O médium João Teixeira de Faria, de 79 anos, conhecido como João de Deus, teria cometido crimes sexuais durante atendimentos feitos na Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia. O líder religioso ficou internacionalmente conhecido por fazer cirurgias espirituais em milhares de pessoas, entre elas celebridades internacionais e políticos famosos.

João afirma, em sua biografia, que a primeira experiência mediúnica que ele se lembra ocorreu quando ele tinha 9 anos de idade, em 1951. Segundo o médium, ele visitava familiares junto com sua mãe quando previu que uma grande tempestade ia cair sobre a região onde estavam. Conforme narra, ele teria apontado para casas, incluindo a de um dos irmãos dele, dizendo que elas cairiam ou seriam destelhadas.

De acordo com o relato, ele teria pegado a mãe pelo braço para que ambos saíssem do local antes do temporal. A mãe dele estaria sem entender o que se passava, mas resolveu se abrigar, junto com João, na casa de alguns amigos. Segundo a biografia, a tempestade caiu e, conforme ele havia previsto, destruiu casas da pequena cidade.

O homem narra que no dia seguinte ao temporal, ele caminhava próximo ao rio quando viu um clarão e ouviu uma voz o chamando, dizendo que ele deveria procurar um determinado Centro Espírita. Ao chegar ao local, o diretor da casa teria se aproximado dele e perguntado se era ele “João Teixeira de Faria”, dizendo que estava o esperando.

Ele afirma que, naquele momento, desmaiou, acordando horas depois com várias pessoas ao redor dele, explicando que ele havia incorporado, em seu corpo, uma entidade espiritual chamada de Rei Salomão. Naquele dia, conforme relato, ele teria curado cerca de 50 pessoas. Ele teria iniciado, no local, os atendimentos espirituais.

Fundação da Casa

João de Deus teria começado a atender pessoas, realizando procedimentos chamados de cirurgias espirituais, e ficando conhecido como curandeiro. Ele chegou a ser acusado, na época, por praticar ilegalmente a medicina. Depois, também foi acusado de sedução de uma menina menor de idade. Foi absolvido por falta de provas.

O religioso já foi acusado também de atentado ao pudor, contrabando de minério e assassinato. Em nenhum dos casos foi julgado culpado. Na Ditadura Militar, ele se mudou para Brasília, onde trabalhava como alfaiate do Exército. Paralelamente, exercia trabalhos espirituais de cura, ganhando a proteção de militares.

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