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Brasil Joaquim Barbosa vai viajar para não votar em ninguém para presidente

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Ministro Joaquim Barbosa quando presidente do Supremo. (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)

Fora da urna eletrônica, Joaquim Barbosa está decidido a não votar em mais ninguém para presidente. Ele pretende viajar para o exterior no início de outubro. Assim, quer ficar a salvo de pressões para declarar apoio a algum candidato. A informação é do blog de Bernardo Mello Franco.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal teria revelado o plano numa conversa informal na última sexta-feira, quando amadurecia a decisão de não concorrer. Ele lembrou a eleição de 2014, quando resistiu a pressões para declarar apoio ao tucano Aécio Neves. “Se eu tivesse feito isso, hoje estaria liquidado”, comentou. Barbosa completará 64 anos em 7 de outubro, dia do primeiro turno.

Desistência

“Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal.” A publicação foi feita em seu perfil na rede social Twitter nesta terça pela manhã.

O ex-ministro nunca disputou uma eleição, mas ganhou notoriedade após o julgamento do mensalão no STF, em 2012. Na última pesquisa Datafolha, divulgada em 15 de abril, Barbosa oscilava entre 9% e 10% das intenções de voto nos cenários em que era citado, variando entre a terceira e a quarta posição.

Com Lula candidato, Barbosa tinha 8% do total das intenções. Sem o petista, que está preso na sede da PF (Polícia Federal), em Curitiba (PR), o ex-ministro alcançava 10% do total das intenções em um dos cenários testados.

O anúncio feito por Barbosa acontece menos de um mês após a primeira reunião pública do ex-ministro do STF com lideranças no PSB. Na ocasião, ele comemorou o resultado das pesquisas, mas disse que ainda não estava convencido se deveria concorrer. Ele se filiou ao PSB no dia 7 de abril.

Mesmo com a indefinição, o PSB começou a montar uma estrutura de campanha e a procurar partidos para compor a chapa presidencial. Carlos Siqueira, presidente do partido, afirmou que a desistência não ocorreu por resistências encontradas dentro do próprio partido. “Infelizmente ele desistiu, mas posso assegurar que não foi por resistências. Desistiu do ponto de vista dele próprio”, disse Siqueira.

“[Barbosa] tem sua família, seus afazeres, sua profissão que voltou a fazer como advogado. Precisamos tanto de uma figura como ele ou alguém parecido a ele”, disse o presidente do partido.

Segundo o presidente da sigla, o PSB não tem ainda um plano B. “Não queremos uma solução a mais dentro do convencional. O processo está muito pobre de candidaturas que representem o novo. Fizemos nosso esforço, o máximo que podemos. Agora, vamos ver os candidatos que estão [no cenário] ou num candidato próprio”, disse.

Em nota, o PSB informou que Barbosa avisou Siqueira na manhã desta terça-feira. “Cabe destacar que a definição do ministro ocorre nos termos da pactuação realizada em sua filiação, no último dia 6 de abril, que possibilitava ao PSB não conceder legenda a Barbosa, e que este, por sua vez, não assumia a obrigação de se candidatar”, diz o texto.

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