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Futebol Jogo entre Brasil e Argentina interrompido pode nunca mais acontecer e ficar sem resultado. Entenda

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Partida foi parada por ordem da Anvisa. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O clássico entre Brasil e Argentina, truncado em campo, será decidido fora dele. A Unidade Disciplinar da FIFA receberá o relatório do árbitro Jesús Valenzuela, da partida que deveria ter acontecido no último domingo (5), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, e ouvirá todas as partes envolvidas. Durante este processo, é possível que o jogo “termine” sem resultado.

A definição da partida que escandalizou o futebol mundial pode ir muito longe. A Fifa dará seu veredito após conversar com a CBF, a AFA e a Conmebol. Mas esse será apenas o primeiro passo. Quem se sentir prejudicado com a primeira decisão pode recorrer à Câmara de Recursos da entidade internacional, e as audiências serão retomadas. Poderá haver ainda uma terceira instância de recurso: o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), com sede em outra cidade suíça, Lausanne.

Um especialista em direito desportivo consultado pelo jornal “La Nacion” arriscou um cenário possível: que o resultado da partida se torne “abstrato”. Ou seja, as três instâncias processuais (Unidade Disciplinar da FIFA, Câmara de Recursos da FIFA e TAS) requerem tempo.

É mais provável que, quando o último tribunal de apelação for julgado, as eliminatórias sul-americanas já tenham acabado, e que tanto Argentina quanto Brasil consigam se classificar sem problemas como 1º e 2º do continente.

Nesse caso, os três pontos em disputa não mudariam a classificação nem as seleções que buscariam a passagem para o Qatar em 2022. A resolução não teria consequências, assim, o clássico sul-americano caminha para um asterisco que pode durar até o final da competição.

Investigação

A Fifa abriu uma investigação a respeito da suspensão da partida entre Brasil e Argentina, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo. A CBF foi notificada. A entidade que comanda o futebol mundial também pediu informações à Conmebol e à AFA.

A CBF agora tem um prazo inicial de seis dias para o envio de documentos e informações para a sua defesa. A investigação da Fifa é sobre uma possível violação do artigo 14 de seu Código Disciplinar, que diz respeito a partidas abandonadas ou que não foram concluídas.

Qualquer infração ao artigo prevê multa mínima de 10 mil francos suíços (R$ 56 mil) e “medidas disciplinares adicionais”, caso a partida não seja remarcada.

Até o momento, a CBF emitiu duas notas oficiais a respeito do tema. Na primeira, horas depois da suspensão da partida, ela lamentou o episódio e se mostrou surpresa com a atitude da Anvisa.

Nesta segunda (6), a entidade reiterou que informou a AFA a respeito das restrições sanitárias vigentes no Brasil e confirmou que os argentinos estavam cientes das irregularidades dos quatro jogadores (Emiliano Martínez, Buendia, Romero e Lo Celso). Segundo a Anvisa, o quarteto omitiu que esteve no Reino Unido nos últimos 14 dias, que obrigaria uma quarentena na chegada ao Brasil.

A estratégia da CBF é se isentar da responsabilidade da interrupção do jogo. Em campo, o técnico Tite reiterou aos jogadores que permanecessem no gramado da Neo Química Arena, em um sinal de que estavam dispostos a jogar. A decisão de não seguir com a partida veio dos argentinos, que não iriam adiante sem três titulares, Emiliano Martínez, Romero e Lo Celso.

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