Segunda-feira, 01 de Março de 2021

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Brasil Jornais no exterior destacam cenas de desespero em Manaus

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Veículos de comunicação relatam a falta de oxigênio para pacientes com covid-19. (Foto: Reprodução/BBC)

A imprensa internacional repercute a notícia sobre o caos no sistema de saúde de Manaus, capital do Amazonas. Com falta de oxigênio nos hospitais, pacientes agonizam e médicos e familiares buscam cilindros por conta própria.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reconheceu o colapso na saúde de Manaus e afirmou que a fila por um leito é de quase 500 pacientes. O Ministério Público e a Defensoria dizem que a responsabilidade pela crise no Amazonas é do governo federal.

Veja a repercussão em jornais, sites e televisões do exterior:

The Guardian

O jornal britânico “The Guardian” estampa em sua página principal na internet que “profissionais de saúde no maior estado do Brasil estão implorando por ajuda e suprimentos de oxigênio após uma explosão de mortes e infecções em covid”.

BBC

A rede britânica de televisão destaca que hospitais de Manaus “atingiram o ponto crítico ao tratar pacientes da covid-19 em meio a relatos de grave falta de oxigênio e equipe desesperada”.

Clarín

O site do jornal argentino “Clarín” diz que a situação da epidemia de coronavírus na capital do Amazonas é “desesperadora”. A reportagem destaca que profissionais da saúde têm que escolher quem vai ou não receber o pouco oxigênio disponível.

Público

O jornal português relembra a primeira onda de casos na capital manauara para destacar que, “oito meses depois das valas comuns, Manaus volta a viver momentos dramáticos”.

La Reppublica

O jornal italiano “La Reppublica” cita a nova variante do vírus, e diz que a crise no estado do Amazonas “é desesperadora”. Eles destacam o apelo de médicos e enfermeiras nas redes sociais com o fim dos estoques de oxigênio.

Associated Press

A agência de notícias americana Associated Press (AP) destaca que funcionários do hospital e parentes dos pacientes com covid-19 corriam para conseguir oxigênio, “enquanto os médicos escolhiam quais pacientes respirariam em meio a estoques cada vez menores e um esforço para transportar alguns deles para outros estados”.

Investigação

O MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas abriu inquérito civil público para investigar improbidade administrativa de agentes públicos em virtude de, em plena crise de desabastecimento de oxigênio em Manaus — que já era de conhecimento das autoridades de Saúde desde 10 de janeiro —, ter havido pressão do Ministério da Saúde para que fosse priorizada a distribuição de “tratamento precoce com eficácia questionada” pela rede pública de Saúde estadual e municipal.

“Cabe apurar, desse modo, se mesmo diante da perspectiva de grave falta de oxigênio, houve opção de agentes públicos por recomendar tratamento de eficácia questionada em vez de envidar esforços imediatos para, com a urgência necessária, abastecer as unidades hospitalares com o insumo ou coordenar os esforços logísticos para transferir a outros estados pacientes então hospitalizados no Amazonas.”

Em 12 de janeiro, o jornal Folha de S.Paulo revelou que o Ministério da Saúde pressionou Manaus a distribuir remédios sem eficácia comprovada — o kit covid — que contém cloroquina ou hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina, como tratamento preventivo para a doença.

No dia 11, Pazuello visitou unidades básicas de saúde da capital. Na data, autoridades de saúde estaduais e municipais negaram pressão do Ministério da Saúde e disseram que o tema não foi tratado na visita do ministro. Contudo, profissionais de saúde do Amazonas confirmam o uso do kit na rede pública e também por pacientes que os tomaram por conta própria.

Não há comprovação do uso de cloroquina e da azitromicina combinadas de forma a prevenir ou tratar a covid-19. Algumas versões de kit-covid divulgadas nas redes sociais e, inclusive, por profissionais de saúde, incluem também os vermífugos ivermectina e Annita.

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