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Brasil Amigo pessoal do presidente da República confirmou à Polícia Federal a venda de uma casa para a primeira-dama Marcela Temer

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A polícia suspeita que Yunes, amigo há 50 anos de Temer, tenha atuado como intermediário de transações financeiras ilegais. (Foto: Divulgação)

Investigado na Operação Skala, José Yunes já vendeu uma casa à primeira-dama, Marcela Temer. Yunes é amigo do presidente Temer e já foi assessor da Presidência da República. O Palácio do Planalto confirmou a negociação.

O advogado José Yunes confirmou à Polícia Federal pela primeira vez a venda de uma casa para a primeira-dama Marcela Temer em 2010. Yunes, que é amigo do presidente Michel Temer há 50 anos, foi questionado sobre o negócio após ser preso na Operação Skala na semana passada.

O Palácio do Planalto também confirmou a transação; afirmou que o presidente Temer fez uma doação de cerca de R$ 800 mil a Marcela para que ela comprasse o imóvel localizado em Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo.

O Planalto afirma que o negócio foi declarado no Imposto de Renda de Marcela. Em 30 de novembro, Yunes foi questionado pelo delegado Ricardo Ishida sobre quais negócios realizou com Temer e se já havia vendido algum imóvel ou repassado algum valor ao presidente.

Ele respondeu ter feito apenas uma operação de venda para Temer há cerca de 20 anos sem citar o imóvel para a primeira-dama.

A defesa afirma que ele não omitiu informações nesse primeiro depoimento de novembro. Disse que José Yunes não foi questionado sobre transações imobiliárias com familiares do presidente e que não lhe pode ser exigido poderes premonitórios para responder perguntas que não foram feitas.

Agora, ao ser perguntado, Yunes esclareceu que a venda do imóvel foi realizada dentro das normas imobiliárias pelo valor do mercado e está corretamente registrada em seu Imposto de Renda, segundo a defesa.

Outro investigado, o dono da empresa Rodrimar, Antônio Celso Grecco, prestou dois depoimentos na semana passada. No início do segundo depoimento, ele avisou ao advogado delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo inquérito dos portos, que ficaria em silêncio quando questionado a respeito da busca e apreensão na empresa Rodrimar.

Grecco também se recusou a responder por que o ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures, que ficou conhecido como o homem da mala de R$ 500 mil, tinha um e-mail sobre negócios da Rodrimar em sua casa.

Decreto dos portos

Editado em maio do ano passado, o decreto suspeito ampliou de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessão e arrendamento de empresas que atuam em portos e permitiu que eles possam ser prorrogados até o limite de 70 anos.

Em junho de 2017, o então procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu a abertura de um inquérito para investigar o presidente Michel Temer e a edição do Decreto dos Portos. Segundo a PGR, há indícios de que o decreto assinado por Temer tenha beneficiado a Rodrimar.

À época, a Rodrimar afirmou não haver amizade entre seu dono, Antônio Grecco, e o presidente. “A Rodrimar informa que nunca pagou ‘propina’ ou ‘caixinhas’ a quem quer que seja. Isso já foi apontado em inquérito arquivado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Qualquer acusação neste sentido é falsa”, disse a nota em junho. Grecco também foi preso na operação.

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