Quinta-feira, 11 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Jovens enfrentam o desafio do primeiro emprego em plena pandemia

Compartilhe esta notícia:

Empreendedorismo tem sido uma das alternativas para o segmento de 18 a 24 anos. (Foto: EBC)

Desafio que normalmente já costuma ser complicado para boa parte dos jovens, obter uma colocação no mercado de trabalho se tornou algo ainda mais difícil desde a chegada da pandemia de coronavírus. Universitários diplomados têm enfrentado um cenário marcado por aspectos como isolamento social e trabalho à distância, o que também acaba estimulando saídas como o empreendedorismo.

Ao todo, quase 24 mil pessoas resolveram criar seu espaço e estão ocupadas por conta própria. É o que apontam dados do terceiro trimestre (abril a junho) de 2020 detalhados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação entre os jovens de 18 a 24 anos foi de 31,4% no terceiro trimestre de 2020 – mais do que o dobro da média de desempregados do País no mesmo período, que está em 14,6%.

A advogada Amanda Rodrigues, 24 anos, faz parte do grupo que busca no empreendedorismo uma alternativa. Recém-formada, ela enviou mais de 30 currículos ao longo do ano passado, no Distrito Federal. Enquanto espera por uma carreira no Direito, optou por criar um negócio nas redes sociais.

“Comecei a procurar vagas no início da pandemia. Mandei um currículo em março e recebi a ligação para fazer a entrevista só em novembro de 2020″, relata. “É um sentimento de frustração de não conseguir um emprego e aquele medo de não chegar aonde eu quero chegar.”

Amanda não desistiu da busca por vagas em escritórios de advocacia e mantém os estudos para concursos públicos na área de Defensoria. Ao mesmo tempo, usou os recursos economizados no último estágio (quando ainda estava na faculdade) para investir em uma nova fonte de renda: uma loja on-line de joias em prata, em funcionamento desde janeiro.

“Empreendedorismo é uma saída para eu tentar resolver um problema de agora, é uma válvula de escape”, define a bacharel. “Em 2021 vou continuar estudando para concurso e também enviando currículos, mas pretendo fazer um curso de ourives e, quem sabe, ampliar a minha lojinha.”

A chegada de 2021 trouxe mudanças também para a vida profissional do engenheiro civil Alexandre Albuquerque, de 25 anos. O jovem, que concluiu sua graduação em 2020, foi aprovado para uma pós-graduação em Economia de Negócios, depois de pedir demissão de um emprego fixo no meio do ano passado.

Ele atuava na área de logística de uma multinacional, cargo que conseguiu devido ao estágio, e se demitiu por acreditar que não era o trabalho que queria para o futuro, buscando então oportunidades na área de gestão empresarial.

De olho em uma nova porta de entrada no mercado de trabalho, Alexandre quer continuar apostando em processos de treinamento em grandes empresas, que priorizam formação de jovens profissionais em gestão. Desde 2019, ele participa de seleções para trainee.

No primeiro ano, chegou à etapa final de três seleções, sem obter vaga: Honda (veículos automotores), Johnson & Johnson (indústria farmacêutica) e Pepsico (alimentos).

Em 2020, após se demitir do emprego, ele se inscreveu em sete processos e chegou à última fase da seleção da Mover, sem obter uma vaga. Agora, já se prepara para as inscrições de 2021 de empresas variadas.

Orientação

Para orientar jovens que tentam seleções de trainee, a gerente de Atração de Talentos do Grupo Heineken, Luana Moraes, enfatiza que é importante o candidato ter conhecimento sobre a cultura organizacional e os valores da empresa, assim como a empresa também reforça essas informações em todos os momentos de interação do trainee.

“Assim os jovens podem se sentir parte da empresa, ainda que distante fisicamente de colegas e lideranças. Há ainda o alinhamento de objetivos, papéis e expectativas, agindo com total transparência e compromisso com o desenvolvimento de cada um”, destaca.

Especialista em psicologia do trabalho, Shurato Maciel enfatiza que buscar se conhecer pode ter toda a diferença em processos seletivos: “Entender, saber identificar e analisar o que pode ser feito diante dos problemas. Autoconhecimento é a chave”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O presidente do Supremo diz que impeachment de Bolsonaro seria um “desastre” para o Brasil
O último dia do Enem Digital teve abstenção de 71,3% diz o Inep
Pode te interessar