Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de fevereiro de 2021
A primeira edição do Enem digital teve uma abstenção total de 71,3%. O número foi divulgado neste domingo (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. Eram esperados 93.079 candidatos, mas compareceram 26.7609 (28,7%) e faltaram 66.370 (71,3%). O número exclui os inscritos no Amazonas (que teve as provas suspensas na pandemia) e candidatos de um local de prova de Macapá, que teve problemas estruturais e a prova foi cancelada.
O Enem digital foi aplicado neste domingo e no anterior (31). O objetivo é tornar o Exame Nacional do Ensino Médio totalmente digital até 2026. Tocantins, São Paulo e Mato Grosso do Sul são os estados com as maiores taxas de abstenção do país: 77,2%, 76% e 75,2%.
Para Alexandre Lopes, presidente do Inep, a taxa alta de abstenção era esperada, já que no primeiro domingo de Enem digital 68% não compareceram. Apesar disso, ele se considerou “satisfeito” com a aplicação. “Como era projeto-piloto, a primeira aplicação, entendemos que estamos muito satisfeitos com resultado, porque nós conseguimos entregar aquilo que nós nos propusemos. A participação do estudante é uma opção de cada participante, da nossa parte é garantir que as pessoas consigam fazer a prova e se tiver algum problema, garantir a reaplicação”, afirmou Lopes.
Neste domingo, houve um registro de falta de energia em Queimado, no Rio de Janeiro, onde faltou luz. Estes candidatos farão a reaplicação em 23 e 24 de fevereiro. Lopes também citou casos em que os candidatos tiveram que esperar o início da prova. O tempo perdido foi adicionado ao final do exame.
No primeiro dia de provas, no domingo passado, o Enem digital registrou falhas em alguns locais do país: Candidatos de Belo Horizonte tiveram que esperar até 2 horas para o início da prova; No Distrito Federal, estudantes foram dispensados após erro no sistema; No Tocantins, problemas técnicos foram registrados em pelo menos três locais de provas; e no Amapá, o único local do exame no estado apresentou problemas estruturais e foi interditado.
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