Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 19 de maio de 2016
Na sentença em que condenou o ex-ministro José Dirceu e outras dez pessoas na Operação Lava-Jato, o juiz federal Sérgio Moro também determinou o confisco de diversos bens. Entre eles estão a sede da JD Consultoria, empresa de Dirceu, e uma casa no município de Passa Quatro, em Minas Gerais, onde mora a mãe do ex-ministro, Olga Guedes da Silva. Cabe recurso da decisão.
O imóvel está registrado no nome da empresa TGS Consultoria. De acordo com a sentença, a casa foi comprada por Dirceu com parte dos R$ 15 milhões que ele recebeu de propina do esquema de desvios da Petrobras, desvendado pela Operação Lava-Jato.
A empresa pertence a Júlio César dos Santos, que reconheceu ter vendido a casa ao ex-ministro, mas sem efetuar a transferência. Ele era um dos sócios da JD Consultoria, junto ao ex-ministro e ao irmão dele, Luis Eduardo de Oliveira e Silva. A única moradora da casa é a mãe de Dirceu, que completou 96 anos na terça-feira (17).
Em depoimento, Dirceu reconheceu ter usado a empresa TGS para comprar o imóvel, mas negou que a origem dos recursos fosse ilegal. A defesa do ex-ministro diz que os valores foram obtidos por meio de trabalhos de consultoria da JD junto a empresas.
Moro diz na sentença que a TGS foi usada por Dirceu para esconder parte dos valores ilegais recebidos do esquema de desvios da Petrobras. A sede da JD Consultoria, segundo o juiz, é outro imóvel que está na mesma situação da casa, assim como o imóvel onde morou a filha de Dirceu. Para o magistrado, a compra desses imóveis caracterizou lavagem de dinheiro.
Com o confisco, a Justiça Federal poderá leiloar os bens. Além dos imóveis pertencentes a Dirceu, o juiz também determinou o confisco de R$ 46 milhões pertencentes ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque em contas mantidas no exterior. Todos os bens e quantias em dinheiro deverão ser repassadas à Petrobras. (AG)
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