Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

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Celebridades Julia Konrad fala sobre a sua experiência com a violência doméstica

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Ela citou alguns trechos em seu Instagram, e contou como é importante entender os sinais e perceber o que está acontecendo, além de pedir ajuda

Foto: Reprodução/Instagram
Ela citou alguns trechos em seu Instagram, e contou como é importante entender os sinais e perceber o que está acontecendo, além de pedir ajuda. (Foto: Reprodução/Instagram)

A atriz Julia Konrad abordou um tema muito importante nesta terça-feira (30). Julia falou sobre sua experiência com violência doméstica, e sobre algo que acontece com muitas mulheres, mas não é reconhecido pelas vítimas nem por quem está em volta: o estupro conjugal.

Ela citou alguns trechos em seu Instagram, e contou como é importante entender os sinais e perceber o que está acontecendo, além de pedir ajuda. “Me reconhecer como vítima de violência doméstica não foi um processo fácil. Anos atrás, vivi um relacionamento abusivo onde fui vítima de violência psicológica, verbal e sexual“

A atriz explica que, durante o isolamento social, casos como esse têm aumentado e, mesmo assim, continuam sendo pouco denunciados. “Conto como uma violação sexual pode se dar de forma insidiosa dentro de um relacionamento, até onde entendemos o conceito de consentimento, e como vítimas são incapazes de identificar as violações sofridas. Quero deixar claro desde já que meu único objetivo é alertar mulheres para situações abusivas que possam estar vivendo neste momento. Durante o isolamento social, temos visto um aumento alarmante no número de casos de violência doméstica, mas ainda existe uma imensa subnotificação”, completa.

Julia dá alguns detalhes do que sofreu, fazendo com que o leitor entenda o que ela sentiu e como reconhecer os sinais do estupro conjugal. “Consentimento é um território nebuloso, especialmente quando se trata de um casal. Se eu deixei, é porque eu queria, certo? Foi consentido, apesar do sangramento que virou rotina pós-sexo. Aprendia lidar com a dor ao urinar. O problema era meu, afinal, eu era frígida, teria algum bloqueio mal resolvido, insinuava ele. A única vez que tentei conversar sobre como eu gostava de transar, fui humilhada, enquanto ele gritava que eu não sabia o que era sexo com um homem de verdade”, escreveu.

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