Sábado, 28 de Março de 2020

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Celebridades Juliana Paes se posiciona sobre goleiro Bruno e lança campanha: “Meu ídolo não é feminicida”

Defensora da causa de não violência contra a mulher, atriz fez declaração no Instagram

Foto: Reprodução/Instagram
Defensora da causa de não violência contra a mulher, atriz fez declaração no Instagram. (Foto: Reprodução/Instagram)

Indignada com a possibilidade de contratação do goleiro Bruno pelo clube baiano Fluminense de Feira de Santana, Juliana Paes, 40, decidiu tornar pública sua opinião sobre o caso.

A atriz, que se disse “defensora da causa da violência contra a mulher”, lançou na sexta-feira (10) a hashtag “Meu ídolo não é feminicida”, junto de um texto em seu Instagram. Paes escreveu que foi comovida pelo vídeo de Jéssica Senra sobre o caso, que foi o que a influenciou a fazer a declaração.

“Jéssica Senra me surpreendeu e me comoveu com a sua coragem, ousadia e inteligência ao defender seu posicionamento contra um clube de futebol que desejava contratar o goleiro Bruno, condenado por um crime bárbaro de assassinato à mãe de seu filho”, disse na mensagem.

Senra discursou ao vivo no “Jornal Meio Dia”, da TV Bahia, filiada da TV Globo, sobre o possível contratação de Bruno. Em apoio à jornalista, a atriz disse estar “muito orgulhosa” e convidou as amigas Déborah Secco, Maria Joana, Agatha Moreira, Sabrina Sato e Julianne Trevisol a assistirem ao vídeo.

O time baiano voltou atrás em sua decisão, tamanha pressão da torcida. Bruno foi acusado de matar a mãe de seu filho, Eliza Samudio, e o caso se tornou um dos maiores assassinatos de repercussão nacional. Ainda sem data de estreia, ele virará série da Rede Globo, dirigida por Amora Moutner e estrelada por Vanessa Giácomo, no papel de Samudio.

Jornalista

A jornalista Jessica Senra, apresentadora da TV Bahia, filial da Globo, viralizou nas redes sociais na última semana quando fez um desabafo maravilhoso sobre por que discorda da contratação do goleiro Bruno – condenado por matar a mãe do filho dele – pelo time Fluminense de Feira de Santana.

Após noticiar a possibilidade do contrato, a profissional explicou que acredita na necessidade de pessoas que já cumpriram a pena refazerem a vida, mas ponderou julgar imoral a contratação por um time de futebol que eleva o ex-preso à categoria de “ídolo”.

“Desejamos e precisamos que pessoas que cometem crimes tenham a possibilidade de refazer suas vidas, mas diante de um crime tão bárbaro, tão cruel, poderíamos tolerar que o feminicida Bruno voltasse à posição de ídolo? Que mensagem mandaríamos à sociedade?”, questionou ela ao vivo no programa “Bahia Meio Dia”.

“Atletas são referências. Contratar para um time de futebol um assassino, um homem que mandou matar a mãe do seu filho, esquartejar, dar o corpo para os cachorros comerem é um desrespeito a nós mulheres. É um desrespeito a todas as crianças e adultos que cresceram sem mãe por causa de homens desprezíveis que tiraram a vida de mulheres. É um desrespeito a toda a sociedade. E mais: colabora com a ideia de que matar mulheres é permitido desde que você cumpra sua pena, ou parte dela, como é o caso de Bruno”, continuou Jessica, acrescentando argumentos sociológicos sobre o exemplo que isso dá para outros homens.

“Na minha visão, o feminicida Bruno pode e deve voltar a trabalhar e refazer sua vida, mas não numa posição de ídolo. Não alçado socialmente a uma posição de admiração. Um time de futebol que contrata um feminicida como Bruno é tão desprezível quanto os crimes que ele cometeu”, finalizou ela.

Mais tarde, Senra compartilhou seu próprio desabafo no Instagram e acrescentou um novo texto, falando sobre perdão. “Eu acredito na recuperação do ser humano. Acredito que a maioria das pessoas merece outras chances depois que comete erros, porque errar é da essência humana. O perdão é um dos sentimentos mais belos que podemos cultivar. Mas perdoar alguém não significa esquecer o que esse alguém fez nem permitir que esse alguém continue em nossa vida. Perdoar e dar uma nova chance não apaga o que foi feito, não se pode fingir que nada aconteceu”, armou ela.

Por fim, a apresentadora comparou outro caso recente, que não teve nenhuma ilegalidade, mas foi intolerado por algumas torcidas e times. “Lembro que há pouco mais de dois anos, jogadores foram flagrados num vídeo masturbando uns aos outros no vestiário de um clube gaúcho. Os quatro jogadores foram dispensados. Seus nomes, inclusive, foram poupados para evitar que eles fossem banidos do futebol. E é bom que que bem claro: eles não cometeram crime algum, não fizeram nada contra a vontade de ninguém! Mas, absurdamente, a homossexualidade ainda é intolerável no futebol. Ser feminicida é aceitável? O que você pensa disso? #NãoAoFeminicídio”, finalizou ela.

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