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Polícia Júri popular no Vale do Taquari condena casal à prisão pela morte da filha logo após o parto

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Crime foi cometido na residência da família, em setembro de 2024. (Foto: Arquivo/MPRS)

Submetido a júri popular, um casal do município de Sério (Vale do Taquari) recebeu penas superiores a 28 e 32 anos de prisão em regime inicialmente fechado, pela morte da filha recém-nascida. A maior sentença foi aplicada ao pai da criança. Conforme o processo, o crime teve como local a casa dos réus, entre a noite de 12 de setembro de 2024 e a madrugada seguinte.

A acusação formulada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) detalha que a dupla pretendia interromper a gestação já em sua fase inicial. Sem conseguir realizar um aborto clandestino, ocultaram a gravidez e decidiram matar o bebê logo após o parto.

O corpo foi escondido na própria residência e, horas depois, deixado em área de mata próxima a um lixão – houve, ainda, uma mal-sucedida tentativa de incineração. Em janeiro do ano passado, após requerimento à Justiça pela Promotoria responsável, os réus foram presos preventivamente.

Laudos periciais confirmaram que a criança nasceu com vida, mas sofreu esgorjamento (lesão caracterizada por corte profundo) com faca de cozinha, apreendida no banheiro da residência do casal. Outra constatação foi de que a mãe não estava sob depressão pós-parto quando participou do crime.

A condenação levou em conta os agraventes de motivo torpe (fútil), emprego de meio cruel e contra menor de 14 anos, além do fato de os autores serem ascendentes da vítima. Também pesou contra o casal a ocultação do cadáver. Por outro lado, os jurados reconheceram como atenuante as idades do homem e da mulher na época (ambos tinham 19 anos), bem como a confissão espontânea do pai no que se refere ao local onde o corpo havia sido descartado.

Caxias do Sul

Já na Serra Gaúcha, cinco homens denunciados pelo MPRS pela execução de um casal e de uma criança da mesma família, em Caxiad do Sul, foram condenados a penas de prisão entre 58 e 90 anos. Todas as penas são em regime fechado e com execução imediata.

O caso remonta a 16 de junho de 2022. As vítimas chegavam de carro em casa, no bairro Esplanada, quando foram alvo de ao menos 30 tiros, desferidos por três homens que agiam a mando de outros dois. Morreram no local Juliana dos Santos da Silva, 33 anos, e Antônio Joacir Tomaz Gonçalves, de 48, juntamente com a filha Vitória Lohana da Silva Gonçalves, de 9.

A investigação apontou um ataque planejado. Como motivação, uma disputa entre grupos familiares e que já havia resultado em outros homicídios.

(Marcello Campos)

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