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Economia Banco Central reduz a taxa básica de juros para 13,25% ao ano

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A última queda havia acontecido em agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Última queda havia sido em agosto de 2020, durante a pandemia de covid. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu pela redução de 0,5% da taxa Selic de 13,75% para 13,25% ao ano. A reunião do Copom nesta quarta-feira (2) definiu o primeiro corte da taxa básica de juros em três anos. A última queda havia acontecido em agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando a taxa Selic caiu de 2,5% para 2% ao ano.

Desde então, o índice registrou subidas paulatinas até alcançar o patamar de 13,75% em agosto do ano passado.

Desempate

Votaram por uma redução de 0,5 ponto percentual o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os diretores Ailton de Aquino Santos (Fiscalização), Carolina de Assis Barros (Administração), Gabriel Galípolo (Política Monetária) e Otávio Damaso (Regulação).

Votaram pelo corte de 0,25 ponto percentual os diretores Diogo Guillen (Política Econômica), Fernanda Guardado (Assuntos Internacionais), Maurício Costa de Moura (Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta) e Renato Dias Gomes (Organização do Sistema Financeiro).

O voto de desempate, portanto, coube ao presidente do BC, Campos Neto. Em comunicado, o Copom informou que a queda da inflação possibilitou a redução nos juros.

“O comitê avalia que a melhora do quadro inflacionário, refletindo em parte os impactos defasados da política monetária, aliada à queda das expectativas de inflação para prazos mais longos, após decisão recente do Conselho Monetário Nacional sobre a meta para a inflação, permitiram acumular a confiança necessária para iniciar um ciclo gradual de flexibilização monetária”, destacou a nota.

O Copom também informou que os membros do colegiado preveem, por unanimidade, cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões. O órgão avalia que esse será o ritmo adequado para manter a política monetária contracionista (juros que desestimulam a economia) necessária para controlar a inflação.

“Perspectivas muito boas”

Mais cedo, em entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o mercado está “pendendo mais” para um corte de 0,5 ponto percentual.

“Ninguém espera a manutenção da taxa. Ninguém. Não existe um economista, pelo menos com reputação, que possa defender a manutenção da taxa. Hoje o mercado está pendendo mais para 0,5 do que para qualquer outro número. Lembrando que tem gente do mercado, que está lá operando fundos bilionários, apostando inclusive em um corte de 0,75 ponto. Ou seja, penso que as perspectivas são muito boas.”

A decisão do Copom se deu em meio às críticas persistentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de membros do governo federal ao atual patamar da Selic.

Este encontro foi o primeiro com a nova formatação do comitê, após o Senado aprovar as indicações de Gabriel Galípolo e Ailton Aquino para a diretoria do Banco Central. Os dois haviam sido indicados por Lula.

O Copom costuma se reunir a cada 45 dias para definir o patamar da taxa Selic. Neste ano, o comitê ainda deverá se reunir outras três vezes: 19 e 20 de setembro, 31 de outubro e 1º de novembro e 12 e 13 de dezembro

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Eloa Guterres
2 de agosto de 2023 23:03

Sera que alguém sabe que o Brasil tem os juros mais altos do mundo?

Vanderlei Ochoa
2 de agosto de 2023 23:29

Parabés ESTADISTA LULA, por forar sueito a baixar os juros.

Denise Goulart de Munhós
2 de agosto de 2023 23:30

O amor venceu!!!

Denise Goulart de Munhós
2 de agosto de 2023 23:31

Redução plausível e sem surpresas.

Jorge Bressan
3 de agosto de 2023 00:32

Esperto este Campos Neto vai dar corda para o Nine se enforcar.

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