Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de março de 2016
júri de Santa Maria, no Distrito Federal, condenou um rapaz por matar a ex-companheira asfixiada, por meio de um golpe conhecido como “mata-leão” e atropelar o corpo da vítima com uma moto. O crime aconteceu em outubro de 2014. Thiago Santos foi condenado a 24 anos de reclusão por homicídio com três agravantes – motivo torpe, meio cruel e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele não poderá recorrer em liberdade.
Motivo torpe.
Durante o processo, a defesa de Santos alegou que ele era inocente e que não havia provas suficientes de que ele cometeu o crime. A defesa pediu tambérm que, em caso de condenação, fossem excluídas as qualificadoras de motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a acusação, Santos tinha histórico de violência doméstica contra a vítima, Alexsandra Rio Branco da Silva. Ele costumava bater na mulher na frente dos filhos dela e abusava de bebidas alcoólicas, segundo a denúncia.
Espancamento brutal.
Em uma das ocasiões, ele espancou e deixou Alexsandra na cama após as agressões. Ela foi internada em uma UTI (Unidade de Tratameto Intensivo) três dias depois, por causa dos ferimentos. “A culpabilidade exacerbada do réu ficou evidenciada com o espancamento brutal da companheira na intimidade do lar, onde ela deveria se sentir mais segura”, diz um trecho da sentença. O Tribunal do Júri de Santa Maria afirma que, apesar do contexto de violência doméstica, o crime não pôde ser incluído como feminicídio por ter acontecido antes da criação da lei, sancionada em março de 2015. (AG)
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