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Mundo Justiça dos Estados Unidos manda matar homem que estuprou e assassinou uma mulher há 24 anos

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Brooks recebeu uma injeção letal. (Foto: Reprodução)

O Estado do Alabama, nos Estados Unidos, procedeu, na quinta-feira (21), com sua primeira execução desde 2013, ao administrar uma injeção letal em Christopher Brooks, que foi condenado à morte por roubar, estuprar e assassinar uma mulher – Jo Deann Campbell – em 1992.

Brooks tinha 43 anos e foi declarado morto na prisão Holman de Atmore, segundo notificou o Departamento de Correções do Alabama.

Brooks e Jo se conheceram em 1990, quando ambos trabalhavam como monitores em um acampamento de verão em Nova York.

O crime, no entanto, ocorreu, em dezembro de 1992, quando Brooks passou a noite na casa de Jo, em Homewood (Alabama), e ela não compareceu ao trabalho no dia seguinte.

A polícia encontrou Jo morta embaixo de sua cama, seminua e com várias escoriações e marcas no corpo.

Brooks foi detido, dias depois, em Columbus, na Geórgia, após utilizar o cartão de crédito de Jo para comprar cerveja e outros produtos. Além disso, o assassino também estava com a chave do veículo da vítima.

No local do crime, os investigadores encontraram impressões digitais que correspondiam a Brooks, além de traços de seu sêmen.

Para impedir a execução, os advogados do preso tinham apresentado dois recursos na Suprema Corte dos Estados Unidos argumentando que as injeções letais do Alabama não são legais e que a pena de morte nesse Estado é muito parecida com a aplicada na Flórida, que foi decretada como inconstitucional há alguns dias, mas ambos foram rechaçados.

A injeção letal de Brooks foi a primeira utilizada pelo Alabama com a substância midazolam, um polêmico sedativo que apresentou falhas em três ocasiões em 2014, mas cujo uso foi autorizado pelo Supremo há alguns meses.

Assim, Brooks se transformou no terceiro preso executado este ano, nos Estados Unidos, e no de número 1.425 desde que a Corte Suprema reinstaurou a pena de morte no país.

Na próxima quarta-feira, está previsto que o Texas proceda com a execução do réu James Freeman, que foi condenado à morte pelo assassinato, em 2007, de um guarda no condado de Wharton, situado ao sudoeste de Houston. (AG)

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