Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de novembro de 2015
A 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual em Minas Gerais determinou, a pedido do Ministério Público, que a mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Mineração, apresente à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e ao Departamento Nacional de Produção Minerária, em três dias, um plano de segurança para caso de rompimento das barragens de Germano e Santarém, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais.
Além disso, a Justiça ainda ordenou que a mineradora banque os custos do esvaziamento preventivo da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado, na Região da Zona da Mata. O esvaziamento é para comportar o fluxo de rejeitos decorrente de eventual rompimento das barragens, segundo a Vara da Fazenda. A usina está desativada desde o dia 7, dois dias após o rompimento da barragem de Fundão. De acordo com o Consórcio Candonga, que administra a estrutura, a região afetada faz parte da bacia de contribuição ao reservatório da usina, alimentada pelo rio Doce. Uma equipe da hidrelétrica faz monitoramento da situação no local.
A Vale é dona de 50% do empreendimento. A outra metade é do Consórcio Aliança Geração Energia, formado pela Vale e a Companhia Energética de Minas Gerais. A Samarco confirmou que foi notificada.
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