Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2015
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi obrigado a pagar 22,3 mil reais à Justiça suíça por tentar impedir que os extratos de suas contas fossem enviadas ao Brasil. Documentos confirmam que o Tribunal Penal Federal da Suíça constatou que o parlamentar e sua mulher, Cláudia Cordeiro Cruz, usaram o mesmo advogado e os mesmos argumentos no esforço de impedir que seus dados bancários fossem enviados ao Brasil e que o caso fosse julgado no País.
Os três recursos foram rejeitados e Cunha foi obrigado a arcar com todos os gastos do processo, inclusive as horas de trabalho dos juízes e da administração pública na Suíça. “O montante do pagamento é calculado em função de dimensão e dificuldade da causa, a forma das partes de proceder, sua situação financeira e as taxas de administração”, indicou uma decisão do tribunal.
O Ministério Público suíço indicou a existência de 2,4 milhões de dólares em contas secretas no banco Julius Baer, controladas pelo deputado e sua mulher. Os suíços, porém, optaram por transferir o processo ao Brasil.
A defesa apresentou um primeiro recurso, que foi negado. Seus advogados na Suíça recorreram ainda ao Tribunal Penal, pedindo a anulação da transferência da competência do caso ao Brasil. Se tal medida fosse entendida, nenhum dos documentos teria a autorização de ser usado como prova no País contra Cunha. (AE)
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