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Rio Grande do Sul Justiça volta atrás e autoriza a retomada do processo de privatização da Corsan

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Apesar do volume expressivo, a pauta inicial prevê a realização de 28 encontros regionalizados. (Foto: Divulgação/Corsan)

Menos de uma semana após determinar que fosse suspenso o processo de privatização da da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), nesta quarta-feira (14) o desembargador Alexandre Mussoi Moreira, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), voltou atrás. Ele acolheu manifestação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), permitindo assim o leilão da empresa no dia 20.

Não haverá, porém, prolongamento do prazo para entrega dos envelopes com as propostas de interessados. A data-limite continua sendo esta quinta-feira (15) na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O lance mínimo é de R$ 4,1 bilhões.

Dentre os argumentos levados em consideração pelo magistrado está o de que duas análises realizadas pelo órgão de controle externo não encontraram irregularidades no andamento da desestatização, estruturada pelo governo gaúcho com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outro ponto levantado é de que o assunto já havia sido submetido ao próprio Poder Judiciário, no âmbito de outras ações.

Além disso, a PGE chamou a atenção para o risco de que um atraso na sequência de etapas necessárias à privatização prejudicasse a companhia e a própria população. Nesse aspecto, foi salientada a incapacidade da Corsan em atingir as metas do Novo Marco do Saneamento caso permaneça sob controle estatal.

O desembargador fez eco às alegações da Procuradoria, destacando que a Lei Estadual nº 15.708/2021 autorizou o Poder Executivo a promover medidas para privatização da Corsan. Pontuou, ainda, como relevantes as informações prestadas pelo governo ao alegar que o risco de extinção dos contratos da companhia não se deve à iminente desestatização, mas justamente pela não realização do processo.

Contrariedade

Determinada pelo desembargador do TJ-RS na sexta-feira (9), a suspensão do processo atendeu a uma reivindicação de sindicato que vê inconstitucionalidade no modelo de privatização da estatal. Esses e outros pontos acabaram motivando a ação na esfera jurídica.

A entidade em questão é o Sindicato dos Trabalhadores de Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgoto do do Rio Grande do Sul (Sindiágua), que apresentou a seguinte argumentação:

– A Constituição do Rio Grande do Sul determina que o Estado responda pela manutenção a Corsan.

– Os R$ 4,1 bilhões fixados como valor mínimo para os lances no leilão correspondem apenas a cinco trimestres de arrecadação da companhia, ou a quatro anos de seu faturamento médio.

– A estatal é empresa lucrativa e que presta serviços essenciais como abastecimento de água e tratamento de esgotos.

– O pregão não tem o aval do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Na quinta-feira (8), a entidade reuniu cerca de 2 mil pessoas no Centro Histórico de Porto Alegre para uma manifestação contra a venda da companhia ao setor privado. O ato público contou com a participação de servidores da Corsan, entidades representativas e movimentos sociais.

(Marcello Campos)

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João Souza
15 de dezembro de 2022 15:48

Cara, não esquenta tua cabeça. O MULA vai resolver tudo: vai trazer o Maduro pra dirigir a Petrobrás e outros comunistas pra ministros. Aí vai ficar bom!!!!!!!! Pra quem?????????

Adroaldo Mousquer
15 de dezembro de 2022 12:19

O governo do RGS é do PT?

Carlos Alberto Pugliese
15 de dezembro de 2022 16:27

Onde tá aqueles petezóides que ontem criticavam a venda da Corsan ? Bando de inúteis …. falavam só asneiras, asnos que são

Eloa Guterres
15 de dezembro de 2022 10:57

Calos Alberto, se você falar meu nome novamente vou te processar ! Tu vai aprender a respeitar a opinião dos outros. Nao pensa que a internet. É mundo de ninguém!! Tu vai ver quem são os inuteis e asnos!! Pode preparar o bolso!!

Carlos Alberto Pugliese
15 de dezembro de 2022 16:30

O que tem empresário a ver com isso? se for vendida a Corsan, milhares de micro-investidores ficarão com parte dela, ações vendidas e compradas na bolsa de valores….se liga bico de luz

Adroaldo Mousquer
15 de dezembro de 2022 12:19

É. Os intere$$e$ dos empresários se sobrepõem ao interesse público.

João Souza
15 de dezembro de 2022 15:41

Os funcionários não querem a privatização porque vai acabar a mamata dos altos salários pra não fazer naaaaada. A água em Gravataí tem cheiro e gosto de esgoto. As redes de amianto estão podres e estouram a toda hora e a cidade está cheia de remendos (mal feitos) no asfalto. Comuniquei um rompimento de rede na minha rua e levaram mais de uma semana pra consertar. Tem muita bandalheira lá dentro.Com a privatização a coisa vai mudar e isso os funcionários não querem. Esperamos que o valor das contas de água sejam reduzidos uma vez que não teremos de sustentar… Leia mais »

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