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Colunistas Leonel Brizola: 22 anos de saudade, um legado cada vez mais atual

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Leonel Brizola discursa na cerimônia de fundação do PDT. (foto: Carlos Mesquita/CDPDoc JB)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

No dia 21 de junho, o Brasil relembra a partida de um dos maiores líderes populares de sua história: Leonel Brizola. Passadas mais de duas décadas de sua morte, ocorrida em 21 de junho de 2004, sua trajetória permanece viva na memória nacional e, sobretudo, nos desafios que o país ainda precisa enfrentar.

Brizola não foi apenas um político. Foi um homem de causas. Um líder que compreendia a política como instrumento de transformação social e que nunca teve receio de enfrentar interesses poderosos quando acreditava estar defendendo o povo brasileiro.

Sua atuação na Campanha da Legalidade, em 1961, entrou para a história como um dos momentos mais importantes da defesa da democracia brasileira. Diante da tentativa de impedir a posse constitucional de João Goulart, Brizola mobilizou o povo gaúcho e utilizou a Rede da Legalidade para garantir o respeito à Constituição e à vontade popular. Muitos historiadores consideram que sua liderança foi decisiva para evitar um golpe naquele momento.

Mas talvez sua maior marca tenha sido a defesa intransigente da educação pública. No Rio Grande do Sul, promoveu uma das maiores expansões da rede escolar brasileira. No Rio de Janeiro, investiu em escolas de tempo integral, apostando na educação como principal ferramenta para romper o ciclo da pobreza e construir oportunidades para as futuras gerações.

Brizola também foi um defensor da soberania nacional, do desenvolvimento econômico com justiça social e da valorização dos trabalhadores. Em uma época em que muitos acreditavam que o mercado resolveria sozinho os problemas do país, ele insistia que o Estado precisava cumprir seu papel de garantir educação, infraestrutura e oportunidades para quem mais precisava.

Ao olharmos para o Brasil de hoje, percebemos como muitas das bandeiras levantadas por Brizola continuam atuais. A desigualdade social persiste. A educação pública ainda enfrenta enormes desafios. O debate sobre desenvolvimento nacional, geração de empregos e soberania econômica permanece no centro das preocupações dos brasileiros.

Por isso, recordar Brizola não é apenas revisitar o passado. É refletir sobre o futuro. Seu legado nos lembra que política deve ser compromisso com o povo, coragem para enfrentar injustiças e capacidade de sonhar com um país melhor.

Mais do que uma liderança do trabalhismo, Leonel Brizola tornou-se um símbolo da resistência democrática, da defesa da educação e da luta por um Brasil mais justo. Sua voz silenciou em 2004, mas suas ideias seguem ecoando em cada brasileiro que acredita que o país pode ser grande sem abandonar aqueles que mais precisam.

Brizola não pertence apenas à história. Ele continua sendo uma referência para o presente e uma inspiração para o futuro.

Guto Lopes, jornalista e comunicador da Rede Pampa

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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MIRO
21 de junho de 2026 11:37

LIXO…. Esquerdopata doente.

Eloa Gute
21 de junho de 2026 08:53

O maior legado verdadeiro do Brizola, foram as escolas que todo mundo estudava, só vagabundo não ia a escola. Um homem de palavra, que adiantou o Brasil com estudo, informações corretas.

Adalberto Meneguzzi
21 de junho de 2026 08:37

Os maiores legados do Brizola: favelas e facções criminosas no RJ!
Sem falar em pragas como esse colunista….

Vitor
21 de junho de 2026 11:33
Responder para  Adalberto Meneguzzi

Isso é verdade… tenho conhecidos cariocas que atestam isso

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