Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de julho de 2015
O juiz federal Sergio Moro homologou o acordo de delação premiada de Hamylton Padilha, lobista com atuação na diretoria internacional da Petrobras, controlada pelo PMDB.
Os termos dos depoimentos de Padilha estão mantidos em segredo. Ele teria admitido que entregou documentos bancários mostrando pagamentos aos ex-diretores da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e Jorge Zelada e a operadores ligados ao PMDB.
Padilha, que não foi preso, começou a ser investigado neste ano. O contrato de afretamento de um navio-sonda para a Petrobras, que ele intermediou junto à Diretoria Internacional da Petrobras, foi a origem do pagamento de propina de US$ 2 milhões em uma conta secreta atribuída ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque (indicado pelo PT).
Os depoimentos dados por ele em Curitiba (PR) abrangem somente empresários, ex-dirigentes da estatal e operadores políticos sem foro privilegiado. Ele também deverá depor, em Brasília, em inquéritos que correm no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre políticos com mandato atualmente. (Folhapress)
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