Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 25 de agosto de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou responder perguntas sobre o impacto das investigações sobre seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido na mídia como Lulinha, e de seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, chamado de Marcola, em sua campanha eleitoral.
Lula deu uma entrevista a jornalistas após a cerimônia em homenagem ao Dia do Soldado, no quartel-general do Exército, em Brasília, nessa terça-feira. O presidente decidiu falar com a imprensa logo após o evento, o que não é de praxe. Entretanto, não respondeu aos questionamentos sobre se as investigações estariam prejudicando sua campanha ou se está decepcionado com Marcola. Fábio Luís e Marcola são investigados pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência.
O presidente falou brevemente sobre a cerimônia do Dia do Soldado, ressaltando o discurso que tem feito nas últimas semanas de reforço nos investimentos em defesa. Assim que terminou de falar, deixou o local e não respondeu a nenhum questionamento dos jornalistas.
Lula falou que esse é um momento em que “a questão da defesa entra como prioridade do governo”. “Para um País que tem 16.800 km de fronteira seca, 8 mil km de fronteira marítima, a maior reserva florestal do mundo, possivelmente a primeira ou segunda reserva de minerais críticos, que tem 215 milhões de habitantes e petróleo a 300 km da margem do nosso oceano, a defesa não pode ser algo quando sobrar dinheiro”, afirmou aos jornalistas.
O presidente também ressaltou a entrada de mulheres no Exército brasileiro. Disse que se trata de uma “revolução comportamental dos homens, que estão dizendo às mulheres: ‘Vocês não devem nada a nós, entrem e disputem'”.
“Elas são as primeiras recrutas do Exército, que entraram neste ano, e estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar, fazer qualquer coisa, desde que ela queira fazer”, disse.
Segundo Lula, a presença feminina nas Forças Armadas representa uma mudança de comportamento em uma instituição marcada historicamente pela predominância masculina. Ele citou ainda a chegada da primeira mulher ao posto de general do Exército como exemplo dessa transformação.
“Hoje é um dia glorioso por conta da inclusão das mulheres. Graças a Deus, as mulheres estão ganhando espaço, mostrando a cada dia que passa que as mulheres não têm que pedir licença para ninguém para fazer o que ela quer fazer”, afirmou.
Lula também fez referência à trajetória profissional de mulheres em áreas que, segundo ele, eram tradicionalmente ocupadas por homens. “Parece pouca coisa, mas para um país com uma cultura machista, com as Forças Armadas com a cultura machista, isso é mais do que uma evolução, é uma revolução comportamental dos homens”, declarou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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