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Economia Lula acusa bancos de segurarem empréstimos para financiamento de veículos a motoristas de aplicativo

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O presidente Lula reclamou das exigências feitas por bancos para liberar financiamentos do programa Move Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reclamou nesse sábado (8) das exigências feitas por bancos para liberar financiamentos do programa Move Brasil, voltado à aquisição de veículos por motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores. Segundo ele, as condições impostas pelas instituições financeiras dificultam o acesso ao crédito.

“Agora nós resolvemos liberar dinheiro para financiar moto para os entregadores e carro para Uber e táxi. Uma coisa maravilhosa, uma festa, todo mundo ficou muito feliz. Aí, quando a gente começa a colocar em prática, as coisas não andam”, afirmou Lula.

Segundo o presidente, os trabalhadores chegam aos bancos com a intenção de contratar o financiamento, mas se deparam com exigências que dificultam a liberação do crédito. Ele também reclamou das exigências para liberação do financiamento no programa Reforma Casa Brasil, destinado ao financiamento de melhorias habitacionais.

O presidente disse que já realizou duas reuniões para discutir as dificuldades de acesso ao crédito. “Eu fiz uma novidade na República, eu convoquei 20 pessoas. Eu queria que o (ministro da Secretaria-Geral, Guilherme) Boulos tivesse trazido 100. Eu queria 100 pessoas que têm direito, que têm dinheiro, que foram no banco, que sentaram na mesa e não tiveram direito”, declarou.

O programa Move Brasil oferece financiamento com juros reduzidos para motoristas de aplicativo e taxistas comprarem carros de até R$ 150 mil. As taxas são de até 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, com prazo de até 72 meses e carência de seis meses.

Lula discursou na manhã desse sábado para apoiadores, tradicionalmente vestidos de vermelho e com bandeiras de partidos de esquerda, além de integrantes de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Registro

Em outra frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou nesse sábado sua candidatura à reeleição e declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 4,7 milhões. O valor é R$ 2,7 milhões inferior ao informado em 2022, quando o petista declarou R$ 7,4 milhões, o que representa uma redução nominal de 35,7%.

A maior parte do patrimônio está concentrada em dois planos de previdência privada, com saldos de R$ 1,93 milhão e R$ 1,38 milhão. Juntos, os investimentos somam R$ 3,31 milhões e correspondem a 69,4% dos bens informados pelo presidente. Lula também declarou uma participação de 26,68% em um sítio em São Bernardo do Campo, avaliada em R$ 130 mil, um veículo de R$ 50 mil, outro terreno no mesmo município, no valor de R$ 2,7 mil, entre outros bens.

A queda do patrimônio declarado é explicada principalmente pela redução dos valores informados em planos de previdência privada. Em 2022, Lula declarou R$ 5,57 milhões em um VGBL, modalidade usada para guardar recursos para o futuro. Neste ano, o petista informou dois planos que somam R$ 3,31 milhões, cerca de R$ 2,26 milhões a menos. Essa diferença corresponde a aproximadamente 85% da redução total de R$ 2,65 milhões registrada entre as duas eleições. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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