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Brasil Lula alertou Trump sobre a venezuela: “As coisas estão se agravando e não será resolvido na bala”

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Há no entorno de Lula o entendimento de que o presidente americano tem como característica ser volúvel. (Foto: Reprodução)

O presidente Lula, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27), confirmou que se colocou à disposição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para mediar a crise no Caribe e Pacífico entre ele e o governo de Nicolás Maduro.

Militares americanos têm realizado ataques recorrentes a embarcações na região. Dez barcos foram já atingidos, matando quase 50 pessoas.

Lula afirmou que se preocupa com a situação da região e que não dá para ‘achar que tudo será resolvido na bala’. O presidente brasileiro comenta que disse a Trump que via as coisas se ‘agravando’.

‘Acho possível encontrar uma solução se houver disposição de negociação e o Brasil tem interesse que não haja guerra na América do Sul. Conheço a situação a Venezuela, sei o que está acontecendo e acho importante ser resolvido numa mesa de negociação. O Brasil tem expertise’, disse Lula ao republicano.

O presidente ainda escreveu mais algumas informações sobre o caso e entregou em uma pasta, toda escrita em inglês, ao americano.

‘Queremos manter a América do Sul como zona de paz e não trazer conflitos de outra região para o nosso continente’.

Política só será debatida entre os dois

Durante a reunião que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesse domingo (26), Lula acertou que os temas políticos nas negociações sobre o tarifaço e em outros momentos só serão discutidos entre os dois.

O presidente brasileiro disse que os negociadores dos dois países vão se ater aos aspectos técnicos e econômicos que envolvem as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros:

‘As questões políticas serão colocadas na presença dos dois presidentes da República. Não na mesa de negociação sobre negócios. Quem vai discutir política nesse negócio do Brasil é o presidente Trump e o presidente Lula.
Eles vão negociar as taxações comerciais que forem impostas a nós. Inclusive a questão da legislação, da punição aos nossos ministros, é uma decisão política que vai ser resolvida entre o Trump e eu’.

As declarações foram feitas nesta segunda-feira (27) em uma entrevista coletiva para falar do encontro pessoal com o presidente Donald Trump.

Apesar de a primeira reunião entre as equipes de negociadores dos dois países terminar sem acordo, o presidente brasileiro demonstrou otimismo.

Perguntado sobre os elogios de Donald Trump a Jair Bolsonaro diante dele na reunião aberta à imprensa, Lula disse que o ex-presidente faz parte do passado.

O presidente contou que reafirmou na conversa com o líder americano que o ex-presidente teve um julgamento justo no Supremo Tribunal Federal, sobre a tentativa de golpe.

‘Eu disse para eles que o julgamento foi um julgamento muito sério, com provas muito contundentes. Disse para ele a gravidade do que eles tentaram fazer no Brasil. Disse a eles que eles têm um plano para matar a mim, para matar o meu vice-presidente, para matar o Alexandre de Moraes.

E eles foram julgados com direito de defesa que eu não tive quando eu fui processado. E que, portanto, isso não está em questão, isso não está em discussão’. Com informações do portal CBN.

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