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Mundo Lula chega à cúpula do G7 e se reúne com presidente da Suíça para debater minerais críticos e inteligência artificial

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente da Suíça, Guy Parmelin. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na manhã dessa segunda-feira (15) à cúpula do G7 e se reuniu com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, em Évian-les-Bains, na França. Durante o encontro, os presidentes trataram do comércio bilateral e comprometeram-se a trabalhar pela diversificação da pauta de exportações entre os dois países.

Ainda na esfera bilateral, os dois líderes decidiram expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa, entre outras.

“A Suíça é uma das principais fontes de investimento direto no Brasil. Ao discutirmos o comércio bilateral, nos comprometemos a trabalhar para a diversificação da agenda de exportações. O Presidente Parmelin e eu concordamos que o Acordo Mercosul-EFTA representa uma oportunidade para expandir o comércio bilateral em um contexto global de crescente protecionismo e unilateralismo. Ainda no âmbito bilateral, decidimos ampliar a cooperação em áreas como Inteligência Artificial, transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa, entre outras”, escreveu Lula nas redes.

Lula pretende usar sua participação na cúpula do G7, nesta terça e quarta-feira, em Évian-les-Bains, para reforçar críticas à possibilidade de um novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Segundo integrantes do governo, não houve pedido para uma reunião reservada com o presidente americano e não há agenda oficial entre os dois prevista até o momento. Isso, porém, não impede que os dois líderes tenham uma conversa informal à margem do encontro, como ocorreu na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado e que abriu as portas para uma relação mais direta entre os dois presidentes.

Lula anunciou sua ida ao G7 um dia após a divulgação das conclusões de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que sugeriu a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Embora o Brasil não integre o grupo das maiores economias do mundo, foi convidado pelos anfitriões franceses a participar da cúpula e vinha deixando em aberto a possibilidade de participar do evento.

Conversa informal

Auxiliares de Lula avaliam que não haveria ganho político em buscar uma reunião formal neste momento, apesar das recentes iniciativas da Casa Branca envolvendo o Brasil, mas uma conversa informal pode ser um caminho para a busca de um recuo dos americanos.

Além da tarifa de 25%, os Estados Unidos estudam impor uma taxa adicional de 12,5% a cerca de 60 países, entre eles o Brasil, sob a alegação de falhas relacionadas ao combate ao trabalho forçado. Também causaram desconforto no governo brasileiro a decisão americana de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e a recepção dada por Trump ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Casa Branca.

Entre as medidas adotadas pelos Estados Unidos, integrantes do governo consideram que a única com possibilidade de revisão no curto prazo é a proposta de sobretaxa de 25%. O tema já vem sendo tratado por um grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Trump, em 7 de maio. Na avaliação do Planalto, não faria sentido levar a discussão diretamente aos presidentes enquanto existe um canal institucional aberto entre integrantes do alto escalão dos dois países.

No sábado, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, participou de uma reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. De acordo com o ministério, uma nova rodada técnica de negociações deverá ocorrer nos próximos dias.

Mesmo sem um encontro direto entre os dois presidentes, Lula deve abordar o tema das tarifas em sua intervenção na cúpula. A pauta desta terça-feira será dedicada aos desequilíbrios macroeconômicos globais, espaço que o presidente pretende utilizar para criticar o unilateralismo e o que considera um enfraquecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na última quinta-feira, Lula afirmou que Trump “não foi eleito para ser imperador do mundo”. No G7, contudo, a expectativa de auxiliares é que o presidente brasileiro adote um discurso mais diplomático, compatível com o ambiente do encontro. As informações são do jornal O Globo.

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