Domingo, 26 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de julho de 2026
O governo Lula pretende dar um “chá de cadeira” no deputado escolhido pelo presidente norte-americano Donald Trump para assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, na esteira da crise provocada pelo tarifaço.
Embora a indicação de Daniel Perez tenha sido aprovada pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, o governo brasileiro dá sinais de que a resposta ao pedido de agrément (consentimento oficial) para o republicano atuar no Brasil deve ficar para depois das eleições.
Adepto do Maga
Perez é aliado de Trump e do secretário de Estado americano, Marco Rubio. Deputado estadual, ele é um dos adeptos do Make America Great Again (Maga) – slogan que, em português, significa “Faça a América Grande de Novo” –, usado por Trump desde sua campanha.
Sinal verde
A indicação de Perez para assumir o cargo em Brasília ainda precisa passar pelo crivo do plenário do Senado dos EUA, mas o sinal verde é dado como certo. Caso a votação não ocorra até a próxima semana, porém, pode ficar para setembro, após o recesso parlamentar.
Condução “errada”
Em conversas reservadas, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizem que os Estados Unidos conduziram o processo do novo embaixador de forma “totalmente errada”, uma vez que, antes do anúncio do nome de Perez, era necessário o consentimento prévio do país anfitrião – no caso, o Brasil.
Disputa presidencial
Na prática, o Palácio do Planalto não tem dúvidas de que a Casa Branca só decidiu apressar o processo para tentar interferir na disputa presidencial de outubro. A gestão Trump tem aliados muito próximos do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à sucessão de Lula.
Sem titular
A embaixada americana no Brasil está sem titular desde janeiro de 2025, quando Elizabeth Bagley – indicada por Joe Biden – deixou o cargo, antes da posse de Trump. Desde então, o posto é ocupado temporariamente por encarregados de negócios.
Pente-fino
Agora, o Itamaraty passa um pente-fino no nome de Perez, mas não tem pressa para dar, ou não, o aval. Ao contrário: o argumento é que, se a Casa Branca esperou um ano e meio para decidir quem representaria os Estados Unidos no Brasil, não há motivo para Lula correr contra o tempo. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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