Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2017
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesse domingo, não possuir os R$ 24 milhões que a (PGR) Procuradoria-Geral da República pretende bloquear. Em pedido encaminhado à Justiça Federal, no âmbito da Operação Zelotes, na última quinta-feira, os procuradores pediram para confiscar R$ 21,4 milhões em bens do petista e mais R$ 2,5 milhões de seu filho, Luiz Cláudio.
O ex-presidente esteve em Brasília para participar do 14º Congresso do PCdoB. Lula chegou por volta das 11h em Brasília, em um avião privativo. “Às vezes fico chateado com todas essas bobagens que falam a meu respeito, mas, como sou católico, acho que é uma provação. Já provei minha inocência, quero agora que eles provem. O cidadão deveria ter a decência de dizer onde tenho R$ 24 milhões”, reclamou durante o congresso .
Lula desafiou o Ministério Público, a Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro a provar que ele tem um patrimônio de R$ 24 milhões. Na ação, o ex-presidente é investigado por suposto tráfico de influência. Durante o evento do PCdoB, ele disse, ainda, que não será “difícil” vencer a eleição presidencial de 2018, reclamou da perda de força de mobilização da esquerda e apoiou a pré-candidatura de Manuela D’Ávila (PCdoB) à Presidência.
“Agora mesmo um cidadão que não sei quem é, porque são sempre anônimos, apresentou um pedido de bloqueio de R$ 24 milhões meus. Esse cidadão deveria ter a decência de dizer onde tenho R$ 24 milhões. Porque eles já me condenaram por um apartamento que o próprio juiz disse que não é meu. Eles mentiram. Estou desafiando os procuradores, a PF, o Moro a provar um real na minha vida que não seja legal. Não tenho rabo para prender”, disse Lula, acrescentando: “ Quando a PF acha dinheiro na casa de alguém, eles colocam na televisão. Agora, quando entram na minha casa, abrem minha televisão, levantam o colchão da minha casa e não encontram nada, esses sacanas deveriam chamar a imprensa e pedir desculpas.”
Em um discurso de quase 40 minutos, Lula acusou o governo do presidente Michel Temer de fazer um “desmonte” das leis trabalhistas e de fazer “tudo que o mercado quer”. Ele alertou que, se não houver mobilização, o governo Temer e o Congresso aprovarão a reforma da Previdência. Lula também voltou a defender a regulação dos meios de comunicação e disse que não quer fazer censura.
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