Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de fevereiro de 2023
O presidente Lula se manifestou sobre a guerra na Ucrânia. Nas redes sociais, ele disse que é urgente que países não envolvidos no conflito assumam a responsabilidade de encaminhar uma negociação para restabelecer a paz entre Rússia e Ucrânia.
No momento em que a humanidade, com tantos desafios, precisa de paz, completa-se um ano da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. É urgente que um grupo de países, não envolvidos no conflito, assuma a responsabilidade de encaminhar uma negociação para restabelecer a paz, escreveu Lula em seu perfil no Twitter, na última sexta-feira (24).
O presidente deu a declaração no dia em que o conflito completou um ano de duração. A guerra, iniciada em fevereiro de 2022, já deixou milhares de mortos.
Nos últimos dias, o governo brasileiro tem defendido que um grupo de nações entre no cenário para fazer negociações entre os dois países do conflito.
Lula já afirmou que o Brasil é um país de paz e não quer tomar lado na guerra do leste europeu. Para ele, a invasão da Ucrânia pela Rússia foi um “erro crasso”, mas “quando um não quer, dois não brigam”.
Ele também disse que não tem interesse em enviar armamento que possa ser utilizado na guerra. “O Brasil não quer ter qualquer participação, mesmo que indireta”, afirmou o petista no mês passado.
Em entrevista na sexta-feira, o encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, afirmou que o país “não aceitará a paz a qualquer custo” e que um eventual acordo com a Rússia depende da saída das tropas de Vladimir Putin dos territórios ucranianos.
Iniciativas de paz
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou na última semana que o país está analisando as iniciativas de paz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a guerra na Ucrânia. O presidente brasileiro tem se movimentado no sentido de construir as bases de um acordo para o fim das hostilidades no Leste Europeu. O Brasil sugeriu à Organização das Nações Unidas (ONU) a inclusão de um trecho nesse sentido em uma resolução votada e aprovada na Assembleia Geral da entidade.
“Nós tomamos nota das declarações do presidente do Brasil em relação a uma possível mediação para encontrar caminhos políticos para prevenir uma escalada de violência na Ucrânia, corrigindo erros de cálculo no campo da segurança internacional nas bases do multilateralismo e considerando os interesses de todos”, disse Galuzin à agência de notícias russa Tass. “Estamos examinando as iniciativas, principalmente do ponto de vista da política equilibrada do Brasil e, é claro, levando em consideração a situação ‘em campo’”, completou.
Lula tem se posicionado contra tomar lado no conflito entre russos e ucranianos e, inclusive, se negou a enviar munição para tanques do exército ucraniano. Na avaliação do governo brasileiro, a medida seria entendida como uma participação do Brasil na guerra. Essa postura chamou a atenção da Rússia que passou a considerar o Brasil como um mediador em potencial.
O vice-ministro russo destacou ainda a boa relação que tem com o país sul-americano, com quem tem laços mais estreitos no G20 e no Brics, este último um bloco econômico composto, além dos dois países, apenas por China, Índia e África do Sul. Ao mesmo tempo, elogiou a postura considerada firme de Lula a não ceder aos apelos dos Estados Unidos para enviar munição aos ucranianos. “Estamos vendo como Washington está colocando pressão no Brasil. Tamanha postura de soberania merece respeito”. As informações são do portal de notícias G1 e da Agência Brasil.
Os comentários estão desativados.