Quarta-feira, 10 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de março de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se tornar ministro da presidenta Dilma na última quinta-feira, quando começou a esquadrinhar o novo governo. Chamou a São Paulo para conversar o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e avisou, em outras palavras, que a partir de agora o ministro obedece a ele. Somado a isso, Lula convocou os líderes do MST e das principais centrais sindicais e pediu uma trégua nas ruas e nas estradas. Avisou que voltaria a mandar no País.
Fator Meirelles
Não há certeza de que Barbosa fique na Fazenda. O sonho de Lula é trazer de volta Henrique Meirelles, se ele aceitar. Só Meirelles dá confiança ao mercado internacional.
Tentativa
À frente da Secretaria de Governo, Lula vai começar os contatos com os líderes da base no Congresso, para segurar a governabilidade até 2018.
Em Brasília, 6h!
Mas este cenário só ocorre se Lula e Aloizio Mercadante não forem presos pela Lava-Jato. A face abatida, vermelha e chorosa do ministro na coletiva mostrou desespero.
Merca fica
Aloizio Mercadante está revoltado com o que considerou vazamento de parte da conversa gravada pelo assessor do senador Delcídio do Amaral. O ministro da Educação se explicou à presidenta Dilma ontem à tarde, antes da coletiva. A chefe deu aval para ele permanecer no governo, desde que seja convincente nas explicações públicas.
Quarto andar
O quadro de salvador da Pátria nunca foi tão favorável para Lula, apesar de investigado na Lava-Jato. Ele pode chegar ao Planalto sem ter que lidar diretamente com dois desafetos do PT. José Eduardo Cardozo e Mercadante se distanciaram do quarto andar.
Sem trégua
A Associação Pátria Brasil reuniu nove advogados para apresentar hoje ação popular na Justiça Federal contra a possível nomeação de Lula para ministro. Vão acusar o governo de “desvio de finalidade, obstrução da Justiça e improbidade administrativa”.
Reunião decisiva
A presidenta Dilma marcou conversa com o ex-presidente Lula para a noite de ontem no Palácio da Alvorada. Decidiu que no Planalto não haveria sossego para os dois.
Linha dura
Eduardo Cunha indicou o deputado federal evangélico João Campos (PSDB-GO), ex-delegado, para relatar o novo Código de Processo Penal na comissão especial.
Temei, corruptos!
A Coluna alertou sobre misteriosa mobilização de cem agentes da PF em duas capitais do Nordeste semana passada. Saiu ontem a Operação Remenda em Fortaleza e Recife. Contra o desvio de verba federal do Turismo e da Agricultura por uma ONG.
Os indefesos
A Defensoria Pública da União ocupa uma bonita sede em Brasília, uma torre inteira na Asa Norte, mas está sem comando há dois meses. A presidenta Dilma ainda não nomeou os três cargos diretivos da instituição. A lista está com ela desde outubro.
Interinos
Desde 16 de janeiro, o Conselho Superior da DPU definiu o defensor público Lúcio Guedes para comandar interinamente a instituição. Os cargos de Subdefensor Público-Geral e de Corregedor-Geral estão vagos desde novembro de 2015.
#prontofalei
“É difícil compreender como o Poder Executivo pode dispensar tamanho menosprezo à instituição incumbida de prestar assistência jurídica aos cidadãos carentes”, desabafa a presidente da Associação Nacional dos Defensores, Michelle Leite.
Silêncio na Sacristia
A cautelosa Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou que não vai se pronunciar sobre a postura do agora arcebispo de Diamantina (MG), dom Darci Nicioli, que em homilia conclamou o povo a pisar na cabeça da jararaca, em alusão a Lula.
Ponto Final
Que luxo! O Brasil tem uma “rainha da Inglaterra”.
Com Walmor Parente e Equipe DF, SP e Nordeste
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