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Geral Lula fala em reduzir dependência de combustíveis fósseis e cobra dinheiro de países ricos

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Foto mostra Lula entre grupo de líderes mundiais, na abertura da Cúpula Mundial de Ação Climática COP28, em Dubai, Emirados Árabes Unidos. (Foto: COP28/Mahmoud Khaled)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa sexta-feira (1º), na Cúpula do Clima (COP-28), que é preciso reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e acelerar o ritmo de descarbonização da economia. Em discurso na conferência das Nações Unidas, ele criticou o descumprimento de acordos climáticos e os gastos com guerras, além de cobrar novamente ajuda financeira dos países ricos.

Nesta COP em Dubai, o governo quer retomar o protagonismo na negociação climática e obter mais verba para a preservação de florestas. Mas terá de se esquivar de questionamentos em relação a seu compromisso na pauta ambiental, como a incerteza sobre planos de explorar petróleo na Margem Equatorial da Foz do Amazonas e a recente alta recorde de queimadas no Amazonas e no Pantanal.

“O mundo já está convencido do potencial das energias renováveis e é hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descabornização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis”, disse Lula.

Por outro lado, o Brasil foi convidado a integrar a Opep+. O grupo reúne 23 nações, entre membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, como Rússia, México e Malásia.

Além disso, a oscilação do presidente sobre a explorar petróleo na Margem Equatorial do Amazonas tem chamado a atenção internacional. O plano divide o governo internamente. A área ambiental resiste em conceder licenças para que a Petrobras pesquise petróleo na região. Já a pasta de Minas e Energia defende fazer o estudo com o propósito de extrair o recurso. Em falas recentes, o presidente tem minimizado a controvérsia.

Lula criticou ainda os gastos com arsenais de guerra e cobrou mais dinheiro dos países ricos, o que ele tem feito desde a COP de 2022, no Egito. “O planeta está farto de acordos climáticos não cumpridos. De metas de redução de emissão de carbono negligenciadas. Do auxílio financeiro a países pobres que não chega”, disse.

“É inexplicável que a ONU, apesar de seus esforços, se mostre incapaz de manter a paz, simplesmente porque alguns dos seus membros lucram com a guerra”, afirmou.

Menções a guerras têm sido uma questão delicada para Lula, cujas declarações sobre os conflitos na Ucrânia e na Palestina já despertaram reações negativas na comunidade internacional. Numa das mais recentes, o petista equiparou a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao ataque terrorista do Hamas e foi alvo de críticas.

O presidente citou a redução do desmate na Amazônia, cuja taxa de destruição caiu 22% em um ano, e reiterou a meta de zerar a devastação do bioma até 2030. Grande parte dos ambientalistas e do setor produtivo, porém, defende antecipar esse objetivo. O ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Pedro de Camargo Neto, disse ao Estadão ser “inaceitável” a promessa de zerar o desmatamento só em 2030.

Além disso, a estiagem histórica seguida por um número recorde de incêndios no Amazonas expõe falhas no planejamento do governo na resposta aos eventos climáticos extremos. A própria gestão Lula admitiu que o número de brigadistas era insuficiente para dar conta do problema, agravado pelo El Niño, cujos efeitos graves eram alertados pelos cientistas desde o começo do ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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