Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2016
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal), pedindo que o tribunal reconheça que o petista foi ministro da Casa Civil do governo Dilma por quase dois meses e as “consequências jurídicas” dessa situação. Se o pedido for acolhido, a defesa pode abrir brecha para questionar atos do juiz Sérgio Moro, como a divulgação dos grampos em que aparece falando sobre a posse com a presidenta afastada Dilma Rousseff. Lula foi nomeado por Dilma para a Casa Civil no dia 16 de março, no mesmo dia em que Moro derrubou o sigilo de interceptações e autorizou a publicidade dos áudios.
A indicação de Lula ocorreu após ele ser alvo da Operação Lava-Jato, levado inclusive para prestar depoimento a partir de uma condução coercitiva, e em meio ao agravamento da crise política e o aumento da pressão pelo impeachment de Dilma. A posse de Lula foi no dia 17 e acabou suspensa no dia 18 pelo ministro Gilmar Mendes, em decisão provisória.
Para Mendes, a posse de Lula pode configurar “uma fraude à Constituição”. Isso porque, segundo o ministro, há indícios de que Dilma indicou o ex-presidente para o governo com o objetivo de que as investigações contra ele fossem examinadas pelo Supremo e não mais por Moro. (Folhapress)
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