Terça-feira, 14 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Ciência Maior fusão de buracos negros já detectada surpreende cientistas

Compartilhe esta notícia:

Simulação de dois buracos negros, encontrada pela primeira vez em 2016. (Foto: Reprodução)

Cientistas baseados nos Estados Unidos e no Reino Unido através de observações pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro a Laser (também chamado de Ligo) anunciaram que descobriram a maior fusão de dois buracos negros massivos já detectada.

Os buracos negros, cada um com mais de 100 vezes a massa do Sol, começaram a orbitar um ao outro há muito tempo e finalmente se chocaram para formar um buraco negro ainda maior, a cerca de 10 bilhões de anos-luz da Terra.

A descoberta foi além da borda da Via Láctea. Eles localizaram por meio de ondas no espaço-tempo por conta da colisão.

O anúncio foi feito oficialmente no domingo (13) através de uma publicação oficial do grupo, além de ter sido apresentado na segunda-feira (14) em uma conferência GR-Amaldi em Glasgow, Escócia, um dos maiores encontros de cientistas especializados em ondas gravitacionais do mundo.

Esse evento, catalogado como GW231123, foi o maior já registrado por detectores de ondas gravitacionais. O sinal foi registrado ao atingir detectores na Terra, sensíveis o suficiente para detectar tremores no espaço-tempo milhares de vezes menores que a largura de um próton.

“Esses são os eventos mais violentos que podemos observar no universo, mas quando os sinais chegam à Terra, são os fenômenos mais fracos que podemos medir. Quando essas ondulações chegam à Terra, elas são minúsculas”, disse o professor Mark Hannam, chefe do Instituto de Exploração Gravitacional da Universidade de Cardiff.

A localização dessa fusão ocorreu em 23 de novembro de 2023. Eles perceberam que algo diferente havia ocorrido quando dois detectores nos Estados Unidos do observatório Ligo contraíram ao mesmo tempo.

Essa “explosão” no espaço-tempo fez com que detectores se esticassem e contraíssem por um décimo de segundo.

A análise do sinal revelou que os buracos negros em colisão tinham de 103 e 137 vezes a massa do Sol e giravam cerca de 400 mil vezes mais rápido que a Terra, próximo ao limite teórico para os objetos.

A maioria dos buracos negros se forma quando estrelas massivas ficam sem combustível nuclear e colapsam ao final de seu ciclo de vida. Os densos objetivos acabam distorcendo o espaço-tempo e geram o chamado horizonte de eventos, em que tudo acaba sendo sugado, até mesmo a luz. Se torna uma espécie de “fronteira”, em que nada passa.

“Estas são as maiores massas de buracos negros que medimos com segurança com ondas gravitacionais. E elas são estranhas, porque estão bem na faixa de massas em que, devido a todos os tipos de coisas estranhas que acontecem, não esperamos que buracos negros se formem”, continuou Hannam, membro da colaboração científica Ligo.

Os pesquisadores do Ligo acreditam que os buracos negros que fundiram sejam produtos de fusões anteriores também. Isso explicaria a grande massa e o motivo de girarem tão rápido.

Cientistas detectaram cerca de 300 fusões de buracos negros a partir das ondas gravitacionais que geram. Até agora, a fusão mais massiva conhecida produziu um buraco negro com cerca de 140 vezes a massa do Sol. A fusão revelada produziu um buraco negro até 265 vezes mais massivo que o Sol.

“Os detectores que planejamos para os próximos 10 a 15 anos serão capazes de detectar todas as fusões de buracos negros no universo, e talvez algumas surpresas que não esperávamos”, completou Hannam. As informações são da rádio CBN.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Ciência

Voo histórico: Nasa divulga imagens captadas por sonda em maior aproximação registrada do Sol
Telescópio no Chile registra possível objeto interestelar em trânsito
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar