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Política Maior pena de prisão de condenados na Operação Lava Jato cai de 145 para 5 anos, e ainda pode obter prescrição

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Engenheiro Paulo Vieira de Souza teve a pena reduzida de 145 anos e 8 meses de prisão para 5 anos e 11 meses em regime inicial semiaberto.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Engenheiro Paulo Vieira de Souza teve a pena reduzida de 145 anos e 8 meses de prisão para 5 anos e 11 meses em regime inicial semiaberto. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), teve a pena reduzida em um processo da Lava Jato de 145 anos e 8 meses de prisão para 5 anos e 11 meses em regime inicial semiaberto. Com isso, foi revertida, nesta semana, a sentença mais severa da operação.

A ação apura supostos desvios de R$ 7,7 milhões que deveriam indenizar moradores impactados pelas obras do Rodoanel Sul. O engenheiro, conhecido como Paulo Preto, é apontado no escândalo como operador do PSDB, partido que estava à frente do governo de São Paulo à época.

Paulo Preto segue condenado por peculato, mas foi absolvido dos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

Atualmente com 76 anos, o engenheiro vai pedir a prescrição total do processo, que foi aberto em 2017. Ao longo da ação judicial, ele ficou preso por 11 meses. Ele sempre negou irregularidades.

Em decisão unânime, a 5ª Turma do TRF-3 acatou uma série de recursos das defesas dos condenados, a exemplo de Paulo Vieira de Souza. Procurado, o Ministério Público Federal (MPF) não respondeu se vai recorrer, o espaço continua aberto.

“A decisão reconheceu a evidente desproporcionalidade e abusividade da pena imposta em 1ª instância e mostra, de forma inequívoca, a necessidade de imparcialidade e prudência na condução dos processos criminais”, afirmou o advogado Leandro Baeta Ponzo.

Além desse processo, o ex-diretor da Dersa tem uma ação judicial pendente na 6ª Vara Federal da Justiça de São Paulo, que apura suposta lavagem de dinheiro no esquema de propinas da Odebrecht. Souza também é alvo de um processo no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP), que tenta cassar seu registro profissional.

Em 2019, Paulo Vieira de Souza foi condenado a 145 anos e oito meses pelos supostos crimes de peculato, inserção de dados falsos e associação criminosa. A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, também impôs R$ 13,4 milhões de multa ao engenheiro na ocasião. A sentença foi assinada na véspera de Souza completar 70 anos, quando cairia pela metade o prazo para as acusações prescreverem.

A investigação apontou supostos desvios de R$ 7,7 milhões que deveriam ser repassados a moradores impactados pelas obras do Rodoanel Sul e da ampliação da avenida Jacu Pêssego, em São Paulo. Segundo o MPF, Preto beneficiou indevidamente quatro empregadas da Dersa com unidades da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) e auxílios-mudança.

Na defesa enviada ao TRF-3, os advogados de Paulo Vieira de Souza disseram haver diversas irregularidades em todo o processo, da investigação do MPF à atuação da magistrada. Os advogados de Souza alegaram os seguintes pontos:

– Souza deixou a Dersa em 2010, mas respondeu por supostas irregularidades cometidas após esse período;
– Em depoimento, as três supostas beneficiárias do suposto esquema ilegal negaram as acusações do MPF e demonstraram que tinham direito ao benefício;
– O MPF só se baseou em depoimentos de delatores, que não se comprometeram a dizer a verdade;
– A juíza negou colher o depoimento de pessoas que poderiam rechaçar as acusações;
– O MPF denunciou Souza com “ilações desprovidas de provas”.

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Fernando Krause
7 de novembro de 2025 22:28

A maior pena da Lava Jato é do ex governador do RJ Sérgio Cabral, aliado do lulopetismo e cujo somatório das condenações ultrapassou os 400 anos.
Mas seus amigos de Brasília o deixaram em “prisão domiciliar” em sua luxuosa cobertura no RJ…
Esse é o Brasil de Brasília, onde o crime de colarinho branco não só compensa, como recompensa…

Jorge Bressan
8 de novembro de 2025 00:06

Esta é a justiça que a esquerda adora!!

Anderson Cardoso da Silva
8 de novembro de 2025 00:10

Os amigos do rei tudo rindo do Bolsonaro , nao robou um centavo, levou uma facada ..é foi condenada a 48 anos de cadeia em regime acorrentado.

Glaucio Dos Santos Brum
8 de novembro de 2025 12:55

A justiça relativa da democracia relativa é assim mesmo. Se fosse em outro governo e tivesse pichado uma estátua com batom, nunca mais sairia do presídio. Os amigos do rei, corruptos e condenados, estão sendo, assim como ele, descondenados e, em breve, serão reconduzidos às portas dos cofres públicos. O que está faltando para o povo se conscientizar de que estamos na contramão?

Celso Casarin
9 de novembro de 2025 08:14

Logo todos os condenados vão pleitear polpudas indenizações e… vão ganhar.

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