Terça-feira, 07 de Abril de 2020

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CAD1 Mais três mulheres decidiram processar o ex-megaprodutor de Hollywood Harvey Weinstein por estupro e agressão sexual. As supostas vítimas já passam de cem

Weinstein foi acusado por quase 100 mulheres, incluindo celebridades como Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow, de estupro e agressões sexuais ao longo de vários anos. (Foto: Reprodução)

Mais três mulheres apresentaram uma nova demanda civil coletiva contra o ex-megaprodutor de cinema de Hollywood (Estados Unidos) Harvey Weinstein, 66 anos. As acusações, encaminhadas a um tribunal de Nova York, mencionam agressão sexual, apalpação e privação de liberdade, além de estupro em pelo menos um dos casos.

A ação contra Weinstein, diretores de sua companhia e as empresas Miramax e Disney tentam incluir centenas de vítimas, detalharam os escritórios de advocacia Hagens Berman e The Armenta Law Firm, que representam as mulheres.

Weinstein agredia suas vítimas sob “muitas formas: exibicionismo, apalpação, carícias, abuso, violência, privação de liberdade, tentativa de estupro ou estupro completo”, ressalta a demanda.

Uma das autoras da ação é a atriz Melissa Thompson, que diz ter sido estuprada em um quarto de hotel por Weinstein ao discutir com ele um projeto de marketing, em 2011. Ela afirma ter sido encaminhada aos advogados Benjamin Brafman e Alex Spiro após a explosão do escândalo envolvendo o nome do produtor, em outubro do ano passado.

Melissa alega que os advogados fizeram com que ela acreditasse que eles representavam as vítimas e ela então lhes entregou evidências visuais e de áudio da suposta agressão. Somente depois disso é que a atriz teria sido informada de que os dois trabalhavam para Weinstein.

Por esse motivo, a ação inclui a Brafman & Associados na lista dos escritórios participantes da “empresa sexual de Weinstein”, embora não figurem entre os querelantes.

Já a segunda autora da ação, Caitlin Dulany, conheceu Weinstein na Miramax em 1996. O produtor se tornou seu mentor, mas ela afirma que depois ele a agrediu sexualmente, a ameaçou e trancou-a em seu apartamento.

Weinstein fez o mesmo em sua suíte de hotel durante o festival de cinema de Cannes, de acordo com Dulany. A atriz italiana Asia Argento já acusou Weinstein de estuprá-la em Cannes em 1997.
Uma terceira demandante, a canadense Larissa Gomes, diz que se reuniu com Weinstein em 2000 para discutir oportunidades de trabalho em filmes da Miramax, e na segunda vez que se encontraram, ele a trancou em seu quarto de hotel, tentou beijá-la e tocou seus seios.

“Weinstein pode ter sido algemado por sua agressão a duas mulheres, mas trabalhamos para que a justiça seja feita às centenas de mulheres que foram exploradas para sua gratificação sexual e silenciadas por sua rede de conspiradores”, disse a advogada Elizabeth Fegan, sócia da Hagens Berman.

Ação coletiva

Essa é a terceira ação civil coletiva contra Weinstein da Hagens Berman desde o final de 2017.
O produtor, acusado de abuso, agressão sexual e estupro por mais de 100 mulheres, alega que todos as relações foram consensuais.

Na próxima terça-feira, quando deve comparecer perante um juiz em Nova York para ouvir a sua ata de acusação criminal, ele está disposto a se declarar inocente pelo estupro de uma jovem em 2013 e de sexo oral forçado com outra mulher, em 2004.

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