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Brasil Manifestação a favor do governo reuniu 60 mil pessoas em Porto Alegre

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Mais de 60 mil pessoas ocuparam as ruas em torno da Esquina Democrática em Porto Alegre para apoiar e defender a democracia, o mandato da presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. (Foto: Marcela Santos/Frente Brasil Popular)

Mais de 60 mil pessoas ocuparam as ruas em torno da Esquina Democrática em Porto Alegre para apoiar e defender o mandato da presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula na sexta-feira (18). O slogan “Não vai ter golpe, vai ter luta” e o hino nacional foram os mais entoados durante a manifestação pacífica, sem nenhum incidente, que contou com lideranças como os ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra, o sociólogo Emir Sader, e vários deputados estaduais e federais.

Caravanas de vários municípios,  integrantes de movimentos sociais, lideranças sindicais, do movimento estudantil, parlamentares de partidos que apoiam o governo federal seguiram em passeata até o Largo Zumbi dos Palmares.

“Mais uma vez o Rio Grande do Sul se levanta para defender a Legalidade e o Povo Brasileiro”, destacou o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil no RS, Guiomar Vidor. Na mesma linha, ressaltou o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Claudir Nespolo, “a Rede Globo tem que saber respeitar eleição. Por trás desse ataque estão os direitos dos trabalhadores que precisam ser respeitados. Esta Esquina não é do golpe, esta Esquina é da Democracia”, concluiu.

“Deixar a Dilma governar”
Em cima do caminhão de som instalado na Esquina Democrática, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) disse que todas as bandeiras que tremulavam naquele instante refletiam a luta pela democracia. “Somos todos homens e mulheres que lutaram contra um golpe. Daqui pra frente, todos os dias são de luta e para garantir nossas conquistas. A nossa coragem é a de quem luta há 500 anos pela democracia no Brasil”, afirmou Manuela, para quem a solução para a crise no país “é deixar a Dilma governar”. Um dos manifestantes ainda complementou dizendo: “E deixem o Lula trabalhar!”.

O cientista político e sociólogo, Emir Sader, presente ao ato “Em defesa da Democracia”, veio dar os parabéns ao povo brasileiro e ao do Rio Grande do Sul, em especial. “Vamos lutar, porque não vai ter golpe”. “Estamos aqui lutando para combater o preconceito e a violência fascista que está nas ruas, mas vamos dar a eles uma aula de Democracia”, conclamou o ex-governador do RS, Tarso Genro. Ele complementou destacando a importância de se respeitar as eleições, e o voto de todos os brasileiros. “Não semeamos o ódio sectário que acaba com o respeito das famílias. Vamos resistir e vamos vencer. Não passarão. Estamos nas ruas, e nas lutas”, finalizou.

Globo e o golpe de 1964
O presidente do Partido dos Trabalhadores no RS, Ary Vanazzi, lembrou os vários anos de militância e político-partidária. “Nunca imaginei que, depois de tantos anos voltaria à Esquina Democrática para defender a democracia.” Em discurso inflamado, ele disse que a burguesia golpista do Congresso Nacional já sabe o que vai fazer em relação ao processo de impeachment. “E a Globo é o principal aliado deste golpe, assim como foi em 1964. Mas não vão fazer isso em 2016”, sentenciou.

 

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