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Política “Manifestações antidemocráticas são criminosas e devem ser punidas”, diz o ministro do Supremo Gilmar Mendes

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Gilmar Mendes (foto) afirmou ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro sobre a presença dele nesses tipos de ato

Foto: Divulgação
Gilmar Mendes (foto) afirmou ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro sobre a presença dele nesses tipos de ato. (Foto: Divulgação)

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) afirmou neste domingo (31) que manifestações antidemocráticas são inconstitucionais, criminosas e devem ser repudiadas e punidas.

Neste domingo, manifestantes pró-Bolsonato fizeram um ato na Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde fica o Supremo Tribunal Federal, na qual fizeram a defesa de medidas antidemocráticas. Faixas exibidas no ato pediam intervenção militar e fechamento do Congresso e do STF.

“A mim me parece que isso precisa ficar muito claro. Manifestações antidemocráticas elas não apenas são inconstitucionais, mas elas se revelam criminosas e elas têm que ser repudiadas e punidas”, declarou o ministro.

Gilmar Mendes afirmou ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro sobre a presença dele nesses tipos de ato. “Acho tudo isso preocupante e já tive até oportunidade de dizer ao próprio presidente da República que me parecia extremamente inadequado ele participar de manifestações que clamavam pelo fechamento do Congresso, do STF e por qualquer medida antidemocrática”, afirmou Gilmar Mendes.

O ministro afirmou que é “tão preocupante” e pode revelar algo criminoso, que o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu abertura de inquérito para investigar as ações antidemocráticas desse grupo.

Gilmar Mendes disse também que protestos em frente ao tribunal, como o que ocorreu na noite deste sábado, não intimidam a Corte. “Isso não nos intimida. Se houver qualquer ameaça de agressão à Corte, acredito que as forças de segurança estão aí para eventualmente protegê-la”, declarou.

O ministro afirmou que essas manifestações “estão se valendo da liberdade de reunião para cometer atos que vão contra o texto constitucional”. Ele se referiu também ao ato realizado na noite de sábado (30) em frente ao STF, no qual os manifestantes usavam máscaras brancas e tochas, a exemplo dos supremacistas brancos dos Estados e o dos nazistas, nos anos 1930, na Alemanha.

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